Empresa em que Nippon é acionista apoiou Parisotto na Usiminas

Companhia japonesa, da qual a Nippon possui 3%, foi uma das acionistas da siderúrgica que aderiram ao pedido para AGE

FERNANDA GUIMARÃES, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2015 | 02h05

Uma empresa japonesa ligada à Nippon Steel foi uma das acionistas da Usiminas que aderiu ao pedido feito pelo investidor Lírio Parisotto de convocar uma Assembleia Geral Extraordinária. A intenção por trás da chamada AGE é conseguir eleger um conselheiro para o conselho de administração da siderúrgica. Entre os nomes cotados está o do próprio Parisotto e o do presidente da Associação de Investidores de Mercado de Capitais (Amec), Mauro Cunha.

A Nippon Steel, que é controladora da Usiminas ao lado da Ternium, tem uma participação de 3% na japonesa Sankyu, que, por sua vez, detém 1,8% das ações ordinárias da Usiminas, segundo apurou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

Além da Sankyu, também se uniram à L.Par, fundo que reúne recursos de Lírio Parisotto, a massa falida do Banco Econômico e Tempo Capital e outras pessoas físicas, com uma participação residual. A Tempo possui uma fatia de 0,88% das ações preferenciais da Usiminas.

Conforme a Lei das S/As, os acionistas minoritários que detenham pelo menos 5% do capital social, separadamente ou em conjunto com outros acionistas, têm o direito de solicitar a convocação de assembleia para discutir assuntos que julgarem de interesse da sociedade.

A Nippon confirmou ao Broadcast sua posição acionária na Sankyu, mas disse que não participa do controle da empresa ou tem "ingerência em suas atividades" e que só tomou conhecimento de que ela estava na lista dos acionistas que pediram a convocação da AGE após a entrega documentação pela Geração Futuro.

No histórico da empresa que consta no site brasileiro da Sankyu, a japonesa iniciou suas operações no Brasil na década de 1970, quando foi contratada para a construção do Alto Forno 3 da Usiminas em Ipatinga.

O fundo L. Par, que é gerido pela Geração Futuro, conseguiu agrupar minoritários da siderúrgica para fazer o pleito para a chamada da AGE, o que ocorreu há pouco mais de uma semana. Além da participação de 0,95% no capital votante, o fundo possui 5% das ações preferenciais (sem direito a voto) da companhia. Procurados, Geração Futuro e Parisotto não se manifestaram.

Na AGE, que foi marcada para o dia 06 de abril, serão ainda reeleitos os atuais conselheiros da Usiminas que foram eleitos por voto múltiplo, que são aqueles indicados pelos signatários do bloco de controle. Tanto Ternium, quanto Nippon apresentaram em proposta publicada ontem os nomes dos mesmos conselheiros da Usiminas, inclusive a de Paulo Penido, presidente do conselho. Penido, no entanto, não seguirá como presidente. Sua permanência dependeria de um consenso entre os controladores, o que não existe desde a destituição de três executivos da Usiminas em setembro. Isso tornou pública a briga entre os sócios da siderúrgica.

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