Empresa envolvida em importação de lixo hospitalar volta a funcionar

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Empresa envolvida em importação de lixo hospitalar volta a funcionar

 Um ano e meio após escândalo, confecção volta a produzir, desta vez com tecidos novos  

Angela Lacerda, Correspondente,

17 de abril de 2013 | 16h23

RECIFE - Um ano e meio depois do escândalo da importação de tecidos descartados como lixo hospitalar dos Estados Unidos para a confecção de forro de bolso, a empresa NA Intimidade Ltda, de Santa Cruz do Capibaribe, no agreste pernambucano, se prepara para retornar ao mercado.

Nesta semana, chegou ao Porto de Suape uma carga de 9,5 toneladas de tecido, também de procedência norte-americana, importada pela empresa. A carga foi inspecionada e liberada pela alfândega, sem constatação de irregularidade.

     

De acordo com o advogado da empresa, Gilberto Lima, a Na Intimidade - cujo nome fantasia é Império do Forro de Bolso - nunca sofreu impedimento de funcionamento.

Na época, podiam ser comprados, em Santa Cruz do Capibaribe, tecidos sujos estampando nomes de hospitais americanos. Perícias da Polícia Federal e do Instituto de Criminalística de Pernambuco constataram presença de sangue em amostras recolhidas.

Aprendido, todo o estoque da empresa - mais de 40 toneladas de tecido - distribuído nas suas três unidades, nos municípios de Toritama, Santa Cruz do Capibaribe e Caruaru, no polo têxtil do agreste, foi depois incinerado por determinação da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa).

Investigação no âmbito criminal e cível do caso corre em segredo de justiça na Polícia Federal. Restam algumas perícias para a conclusão do inquérito que poderá, ou não, indiciar o proprietário Altair Teixeira de Moura.

 

O proprietário se defendeu afirmando ter sido enganado pela empresa Texport Inc, que mediou a importação do lixo hospitalar, identificado como 'tecido com defeito'. Desta vez, segundo seu advogado, importou direto do fornecedor.

O impacto financeiro provocado pelo escândalo levou ao fechamento de duas das três unidades e à demissão de todos os 40 funcionários. A reabertura será no único galpão que restou da empresa, em Toritama. "Até agora a empresa havia se mantido com uma produção micro, familiar, visando à recapitalização", afirmou Gilberto Lima.

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