Empresa espera mais vendas de imóveis residenciais

O quarto trimestre deve apresentar uma velocidade de vendas maior no setor imobiliário residencial, de acordo com estimativas de José Roberto Federighi, diretor da imobiliária Brasil Brokers em São Paulo. Apesar de o período ser tradicionalmente mais forte, deve haver um incentivo extra em razão do grande volume de lançamentos de projetos que foram postergados de meses anteriores para o fim do ano. "Quanto mais lançamentos, mais vendas", disse nesta terça-feira, em entrevista para a Agência Estado durante o Congresso Cityscape Latin America, que reúne empresários, investidores e especialistas do setor.

CIRCE BONATELLI, Agencia Estado

30 Outubro 2012 | 12h20

Federighi lembrou que muitas incorporadoras passaram por processos de reorganização interna ao longo do ano, reduzindo ou simplificando o tamanho de suas operações. Além disso, houve mais dificuldade das empresas na obtenção de licenças para novos projetos junto ao poder público. Esses fatores fizeram com que alguns empreendimentos fossem adiados.

Apesar de ainda haver uma demanda forte por parte dos consumidores, Federighi pondera que há cidades e bairros com excesso de oferta. Dessa forma, a velocidade de vendas dependerá da adequação dos projetos ao público consumidor e às características da região. "Passou a fase da euforia", em que se vendia todas as unidades de um empreendimento em pouquíssimo tempo, disse o executivo. "Os projetos voltados para o usuário final (morador) estão na velocidade histórica", completou, referindo-se a vendas de 30% a 35% das unidades no momento dos lançamentos.

O executivo também observou que, com o ciclo de redução das taxas de juros, muitos investidores voltaram a procurar o mercado imobiliário, já que a remuneração de outros investimentos ficou menos atrativa. "Temos visto no segundo semestre uma retomada do investidor e do poupador do mercado imobiliário. Muitos projetos foram vendidos rapidamente, em velocidade acima do normal", disse.

Para 2013, o diretor da Brasil Brokers acredita que há espaço para uma recuperação no volume de lançamentos em relação a 2012, principalmente na região metropolitana de São Paulo, onde há mais terrenos disponíveis e menor dificuldade para aprovação de novos projetos. "Acredito em recuperação, mas é difícil saber em qual patamar", disse.

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