Empresa faz análise de produtos ''verdes''

Sistema detecta impactos à saúde e ao ambiente dos bens de consumo

Claire Cain Miller, THE NEW YORK TIMES, O Estadao de S.Paulo

17 de junho de 2009 | 00h00

Nos dias de hoje, cada produto na prateleira do supermercado, de detergente para lavar louça a creme hidratante, procura chamar a atenção do consumidor para seus atributos verdes. Mas será que os consumidores conseguem distinguir quais produtos são bons para eles e ao mesmo tempo para o planeta? Foi essa pergunta que Dara O?Rourke, professor de políticas ambientais e trabalhistas da Universidade de Berkeley, na Califórnia, fez ao aplicar protetor solar no rosto de sua filha.Ele percebeu que não fazia ideia do que havia dentro da loção. Após pesquisar a fundo, descobriu que uma série de produtos para consumo, como cosméticos e sabonetes, tinham alguns tipos de substâncias cancerígenas. E que brinquedos de marcas renomadas usavam tinta com chumbo. "Eu não fazia ideia das substâncias presentes nos produtos que levava para casa."Então, Dara reuniu um time de acadêmicos, cientistas, pesquisadores de tendência de consumo e profissionais da indústria para criar uma empresa que tornasse essa informação clara aos consumidores. Após anos apresentando a ideia a investidores do Vale do Silício, nasceu a GoodGuide, um site (www.goodguide.com) que é também aplicativo para celular. Ao digitar o nome de um produto, o aplicativo lista seus impactos sociais, à saúde do consumidor e ao meio ambiente."Estamos subvertendo o mundo do marketing", diz Dara. "Em vez de ter companhias dizendo a você em que acreditar, os consumidores estão ditando as regras sobre o que realmente desejam."Os americanos estão se tornando interessados em saber o que há nas coisas que compram. O site da GoodGuide, no ar desde setembro, contabilizou 110 mil visitantes só no mês de abril, e cresce 25% ao mês. Cresce também o interesse das empresas, que querem usar a metodologia de Dara para saber se um produto é mesmo verde ou saudável. As redes de varejo Whole Foods e Wal-Mart já contrataram o serviço, assim como a Apple, que colocou o aplicativo no iPhone.

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