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Empresa fecha com países da África acordo de US$ 180 milhões

Embraer vai fornecer aviões Super Tucano para as forças aéreas de Burkina Faso, Angola e Mauritânia

SANTIAGO, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2012 | 03h08

A Embraer anunciou ontem ter fechado contratos de mais de US$ 180 milhões para a venda de aviões militares Super Tucano, turboélice de ataque leve e de treinamento. Segundo a companhia, a Força Aérea de Burkina Faso, primeiro operador do modelo na África, já recebeu três aviões, que são utilizados em vigilância de fronteira, mesmo objetivo da Força Aérea de Angola, que adquiriu recentemente seis aeronaves, cujas três primeiras serão entregues em 2012.

Já a Força Aérea da Mauritânia vai usar o Super Tucano para missões de contrainsurgência. Com esses pedidos, sobe para nove o número de forças aéreas que já selecionaram o Super Tucano na América Latina, na África e no Sudeste Asiático, sendo que o avião está em operação em seis delas.

O presidente da Embraer Defesa e Segurança, Luiz Carlos Aguiar, também informou que a empresa planeja participar da reabertura de uma licitação dos EUA para 20 aviões de suporte aéreo leve, após o contrato obtido pela fabricante e a companhia americana Sierra Nevada Corp. ter sido cancelado no início deste ano.

Em dezembro, os EUA concederam um contrato de US$ 355 milhões para 20 Super Tucanos, como parte de seus planos para armar o Exército afegão. Mas a Força Aérea dos EUA afirmou em fevereiro que não estava "satisfeita" com a documentação e anunciou uma revisão do contrato após uma ação legal da rival americana Hawker Beechcraft, que está em dificuldades financeiras (ver ao lado).

"Nós vamos participar, se eles mantiverem os mesmo requisitos. Nós não vemos razão para eles mudarem os requisitos, mas se fizerem isso nós ainda não sabemos qual será a nossa posição", disse Aguiar durante a 17.ª feira bianual FIDAE Air and Space Show, em Santiago.

O executivo disse que o cancelamento do contrato não afetou os negócios para a divisão de defesa. "(O contrato) foi cancelado após ter sido concedido. Na verdade, nós recebemos mais pedidos depois disso. Nós ganhamos, nós fomos os melhores."

A receita da Embraer Defesa e Segurança deverá alcançar entre US$ 900 milhões e US$ 950 milhões neste ano, enquanto a receita total da companhia deverá ficar numa faixa de entre US$ 5,8 bilhões e US$ 6,2 bilhões. Até 2020, a unidade representará 25% do total das receitas, ante 15% atualmente. / DOW JONES NEWSWIRES

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