Empresa gerenciará compartilhamento de vôos da Varig e TAM

As empresas Varig e TAM formalizaram no Cade a proposta de criação de uma empresa gestora que administraria o compartilhamento de vôos, adiando por pelo menos dois anos a fusão entre as duas empresas. A proposta da empresa gestora - com participação acionária de 50% para cada uma delas - atende, segundo o consultor da LCA, Luciano Coutinho, à motivação próprio Cade para que as empresas definissem junto ao órgão o modelo de atuação no mercado. Luciano explicou que a participação acionária na empresa gestora representa a fatia de mercado que cada uma detém entre os consumidores. Ele disse ainda que o modelo de empresa gestora entrando em operação permitirá que o processo de fusão entre Varig e TAM seja concluído no prazo de dois anos. "A proposta de empresa gestora garantirá maior eficiência às empresas", disse o economista da LCA, que foi contratada pelo banco Fator para estudar a fusão entre as duas empresas. A diretora de proteção e defesa do consumidor, do Ministério da Justiça, Barbara Rosenberg, disse que a nova empresa gestora só poderá ser criada a partir da aprovação da proposta pelo sistema brasileiro de defesa da concorrência, que incorpora o Cade, a Secretaria de Direito Econômico e a Secretaria de Acompanhamento Econômico, do Ministério da Fazenda."De imediato não muda nada", disse Barbara que representou o secretário da SDE, Daniel Goldberg, na reunião. A proposta apresentada por Luciano Coutinho ao conselheiro relator do Caso, Thompson Andrade, disse que a nova empresa gestora manterá o compartilhamento de vôos, que atualmente atinge 66% das linhas aéreas cobertas pelas empresas. O consultor da Varig e TAM trabalha com a perspectiva de que a nova proposta das empresas seja aprovada até o mês de maio pelos órgãos do sistema de defesa da concorrência. A partir daí, Varig e TAM garantem a implementação da nova empresa no prazo de 120 dias.

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