Empresa nega pagamento de propina

As relações entre Brasil e Panamá intensificaram a partir do segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em agosto de 2007, Lula visitou o país ainda sob o comando de Martín Torrijos. Em 2009, foi a vez do então ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, se encontrar com o novo presidente Ricardo Martinelli.

O Estado de S.Paulo

15 de março de 2015 | 02h05

Em julho de 2010, a Odebrecht venceu a licitação do metrô, o primeiro da América Central e a segunda maior obra do país, depois do emblemático canal. Um ano após a inauguração de outra obra da Odebrecht - a faixa costeira do Panamá -, Martinelli fez questão da presença de Lula. E não economizou elogios: disse que Lula deveria ser "o presidente do mundo".

Em janeiro de 2015, a Justiça do Panamá abriu investigações contra Martinelli, suspeito de receber propinas de 2009 a 2014. O ex-presidente se diz alvo de "perseguição política orquestrada pelo atual governo".

Odebrecht. Por intermédio de sua assessoria, a Odebrecht declarou que "desconhece qualquer investigação relacionada à obra do metrô do Panamá". Informou que "foi declarada vencedora em consórcio com a empresa espanhola FCC, na modalidade técnica e preço, obtendo uma pontuação de 917 pontos, contra 708 pontos do consórcio concorrente, formado pelas empresas italianas Impregilo, Astaldi e Ghella." Acrescenta que "não fez pagamento ou depósito em suposta conta de qualquer pessoa a título de 'comissão'. Os aditivos ao contrato original foram realizados devido à inclusão de obras e serviços solicitados pelo cliente, como a extensão da Linha Um por mais 2.1 km, a construção de três novas estações de passageiros, a compra de trens adicionais, a construção do pátio, das oficinas de manutenção e do edifício de administração, entre outros." / J.C. e A.S.

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