Empresa nega ter contratado Kroll para espionagem

A Brasil Telecom (BRT) divulgou comunicado hoje no qual nega ter contratado a Kroll para espionar membros do governo. Os serviços prestados pela empresa visavam recolher evidências de ações irregulares da Telecom Itália em relação à compra da Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT). A Kroll também emitiu comunicado negando qualquer ação de espionagem e confirmando as declarações feitas pela BRT. A BRT adquiriu a CRT por US$ 800 milhões, mas afirma suspeitar que o preço foi puxado para cima por pratica ilícita da Telecom Itália, e/ou de seus controladores, que teria usado de tráfico de influência para se beneficiar do processo, segundo o comunicado.A BRT seria a única empresa autorizada e capacitada a comprar a CRT, e havia uma data limite para a venda, sob risco de que a empresa comprada perdesse a concessão para prestação de serviço. O contrato da Kroll foi feito com o objetivo de buscar evidências de qualquer operação irregular da Telecom Itália que poderia ter prejudicado a companhia. A Kroll, em seu comunicado, acrescenta que, durante suas investigações envolvendo a Telecom Itália, "encontrou informações de pessoas que passaram a ocupar cargos oficiais. Tais informações foram obtidas de forma legal e dizem respeito às ações destes indivíduos antes dos mesmos assumirem cargos do governo".A companhia também comenta que os equipamentos apreendidos pela Polícia Federal em seu escritório "são legalmente comercializados e têm como única função rastrear grampos telefônicos, e não implementá-los". A BRT ainda afirma, no comunicado, jamais ter divulgado qualquer informação que recebeu da Kroll, o que faz parte de um contrato de vedação com a empresa. A empresa de investigação, por sua vez, volta a afirmar que desde o primeiro momento a Kroll se colocou à disposição da PF para esclarecer qualquer fato, mas nunca foi procurada.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.