Empresa organiza tour em docerias de SP

Passeios a pé monitorados já são uma atração consolidada em destinos turísticos famosos pelo mundo. A exceção é o Brasil, onde o modelo praticamente não existe. Mas um grupo de jovens empreendedores trabalha para mudar essa história - e ganhar dinheiro com isso. Depois de criar um circuito de visitação a bares e casas noturnas paulistanas, eles acabam de lançar um tour pelos estabelecimentos especializados em doces finos na capital.

RENATO JAKITAS, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2013 | 02h13

Batizado de Sweet Flavour Tour, a atração custa R$ 44 e reúne desde o início de julho grupos de no máximo 15 pessoas e passa por seis pequenas docerias distribuídas em um raio de 2,2 quilômetros, entre a rua Capote Valente e a Alameda Tietê.

Sempre a pé, os visitantes iniciam o passeio na Maria Brigadeiro, de Juliana Motter, seguem para a sorveteria Diletto, lançada em 2012 por Leandro Scabin, e concluem a primeira parte do passeio no novo endereço da Chocolat du Jour, na rua Haddock Lobo.

A etapa final contempla uma visita à Fina Nata, especialista em bem casados gourmets, à Conti Confeitaria, que importa da Itália amêndoas confeitadas. Os turistas fecham o circuito na casa de balas artesanais Rock Candy, onde se pode conferir na hora o processo de confecção de balas e pirulitos.

"Percebemos que a cidade está se organizando no cenário de restaurantes e lanchonetes gourmets. Mas faltava algo para as sobremesas", conta o economista coreano Kyu Shim, que largou um emprego no mercado financeiro para investir com outros três sócios no projeto.

"O turista e até o paulistano que conhece esse modelo no exterior sente falta de algo similar aqui, em São Paulo. Quando a gente chega nos hotéis e albergues de turistas para entregar um panfleto do produto, eles até nos agradecem", diz Shim, que já fatura R$ 30 mil por mês com o Pub Crawl São Paulo, que há dois anos e meio leva grupos para bares da região da Rua Augusta e Vila Madadela.

O negócio, na avaliação de Andréa Nakane, professora de turismo da Universidade Anhembi Morumbi, tem potencial de crescimento e, de fato, atende uma carência na cidade. "São Paulo tem uma população que chamamos de 'incurcionista', de ser turista em sua própria localidade. Isso ajuda a validar o negócio e sustentar ideias como essa em seu início", afirma.

O ponto de atenção, diz Andréa, vai para a logística. "Esses negócios costumam operar no limite da capacidade. É preciso se organizar para não levar grupos nos momentos de rush."

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