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Empresa que fechou fábrica nos anos 90 retorna ao País

Japonesa IHI, que saiu do mercado brasileiro em 1994, acertou investimento de R$ 207 milhões em Pernambuco

O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2013 | 02h13

O capital da retomada não vem apenas das novas empresas que chegam curiosas ao País, mas de companhias que fincaram os pés aqui há décadas, mas fecharam suas operações. Um exemplo é a multinacional IHI, que chegou ao Brasil em 1958 e encerrou atividades em 1994, quando fechou uma fábrica de máquinas para o setor de mineração e o estaleiro Ishikawajima, no Rio de Janeiro.

Quase 20 anos depois, em junho deste ano, a empresa determinou seu retorno ao adquirir uma fatia de 25% do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Pernambuco. Além de trazer sua tecnologia, a japonesa fará um aporte de R$ 207 milhões.

"Nossa meta é implementar nossa tecnologia, acelerar o processo e atender à demanda de clientes como Petrobrás e Transpetro", diz Osami Imai, presidente executivo da IHI no Brasil. Ele afirma que a empresa está de olho em outros projetos de logística e energia, mas que por ora pretende se focar no EAS e, quem sabe, aumentar sua participação acionária.

A Honda, que chegou em 1971, anunciou recentemente sua segunda fábrica de automóveis no País, na cidade de Itirapina, interior de São Paulo. Com investimento de R$ 1 bilhão, a fábrica, que será inaugurada em 2015, dobrará a produção da empresa, hoje de 120 mil unidades ao ano. "Vamos fabricar o maior número de itens possível aqui. Queremos atingir 90% no primeiro estágio, e a meta final é 100%, para baratear custos", diz Paulo Takeuchi, diretor sênior de relações institucionais da Honda América do Sul.

No entanto, ele afirma que só a fábrica não é suficiente para sustentar uma indústria tão competitiva quanto a automobilística. "Estamos criando o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa na fábrica em Sumaré (SP), para investir na formação de capital humano em engenharia, viabilizar aperfeiçoamento de produto e utilizar o máximo possível do parque nacional", diz. O centro, que receberá investimento de R$ 100 milhões, será inaugurado em novembro.

O diretor também cita a construção do parque eólico em Xangri-Lá, no Rio Grande do Sul, que vai suprir toda a demanda de energia elétrica da fábrica de Sumaré e será inaugurado em setembro do ano que vem.

A Mitsubishi, que adquiriu uma empresa de elevadores este mês, diz estar atenta a outras companhias e também nas concessões. "Atuamos também na área de infraestrutura, e é nesse momento que as regras começam a ser definidas", diz Luiz Tadashi Akuta, gerente de desenvolvimento de negócios da Mitsubishi Electric.

Ele afirma, porém, que as regras do jogo precisam ser expostas de forma mais clara pelo governo, de forma a não afugentar empresas interessadas. "Estamos focando na área de energia, tratamento de água e estudando as concessões aeroportuárias", diz. / A.C.P.

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