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‘Empresa tem muitas tarefas pela frente’

Petrobrás está em um movimento interessante, vendendo ativos, mas tem desafios à frente, diz Nymia Almeida, da Moody's

Entrevista com

Fernanda Nunes, Mariana Sallowicz e Vinícius Neder, O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2016 | 05h00

A analista sênior da Moody’s Nymia Almeida vê a Petrobrás numa trajetória positiva, em meio à venda de ativos e à definição da política de preços dos combustíveis. Apesar disso, destaca que a companhia ainda tem muitas tarefas pela frente, entre elas entregar a redução de custos que está prometendo

Qual a situação da Petrobrás hoje comparada a outros momentos da sua história? O que mais preocupa?

A empresa está muito endividada e tem pouca margem de manobra. O principal problema são os US$ 27,3 bilhões que estão para vencer nos próximos dois anos e meio.

Como está a empresa em relação a outras petroleiras?

A Petrobrás está em um movimento interessante, vendendo ativos, com uma tendência boa de acesso aos mercados. Mas ainda tem muitas tarefas a fazer, principalmente em relação à venda de ativos e à parte operacional, com os custos que ela pretende baixar.

A investigação criminal contra a Petrobrás nos EUA é um ponto de atenção?

O único perigo é que a empresa tenha de vender mais ativos do que espera para pagar a conta. É imprevisível, todos os cenários são especulativos.

Quais os efeitos da nova política de preços de combustíveis?

A empresa está perdendo mercado e, nesse cenário, é uma decisão que faz sentido, porque é preciso oferecer preços mais razoáveis para competir. Em relação à venda de ativos, essa política está dando previsibilidade. Antes, quando o preço (do petróleo) subia, questionávamos se ela conseguiria subir a gasolina. Agora, começamos a ter um pouco mais de certeza: talvez a empresa tenha uma margem pequena, mas não vai perder aqueles US$ 10 bilhões por ano, como ocorreu de 2011 a 2014.

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