Empresa venezuelana nega compra da Ipiranga

O ministro de Energia e Petróleo da Venezuela e presidente da empresa petrolífera da Venezuela PDVSA, Rafael Ramirez, negou no início da tarde desta terça-feira que a empresa tenha comprado o grupo brasileiro Ipiranga. "Esta informação não é correta. Não há negociação a esse respeito", disse Ramirez, ao deixar o Ministério de Minas e Energia. Ele se reuniu hoje com a ministra Dilma Rousseff e o ministro de Energia da Argentina, Julio de Guido. A ministra disse que esse assunto não foi tratado na reunião de hoje. Segundo ela, o encontro foi para a assinatura de um acordo de atuação conjunta entre os três países chamado "Petrosul". Ipiranga também nega O empresário Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, um dos acionistas controladores do grupo Ipiranga, também negou hoje que haja negociação com a estatal Venezuela PDVSA para a compra da refinaria do grupo. "Isso não é verdade. Não sei de onde está saindo isso", disse o executivo que participou há pouco do lançamento do Conselho de Desenvolvimento Econômico da Baixada Fluminense no porto de Sepetiba. Gouvêa Vieira disse que está indo amanhã para o Sul para participar de reunião do Conselho de Administração da Ipiranga, o que indicaria, segundo ele, que não haverá nenhuma mudança na rotina da empresa. A venda da grupo brasileiro Ipiranga para a gigante venezuelana também foi negada pelos diretores-executivos das quatro empresas do grupo. "O que há são especulações na imprensa, como já houve com Repsol e Petrobras", disse Alfredo Tellechea, diretor-superintendente da Ipiranga Distribuidora. Ele atribuiu os rumores ao fato de a companhia ser um ativo "atrativo no mercado brasileiro". O diretor-superintendente da Ipiranga Petroquímica, Paulo Magalhães, afirmou que teve a negativa dos acionistas sobre os rumores.

Agencia Estado,

10 Maio 2005 | 13h52

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