Perspectiva/Eztec
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Empresa volta ao ranking e prevê um ano melhor

Incorporadora vê mais espaço para médio e alto padrão neste ano e planeja lançar mais de R$ 1 bilhão

Cláudio Marques, Especial para O Estado

25 de junho de 2019 | 03h00

De volta ao ranking do Top Imobiliário, a Eztec lançou no ano passado seis empreendimentos com VGV de R$ 760 milhões e conquistou o 10º lugar na categoria das Construtoras. Para 2019, a projeção é ultrapassar R$ 1 bilhão, com a elevação da participação do alto e médio padrão.

“No começo deste ano lançamos empreendimentos de alta renda em Moema, com apartamentos custando entre R$ 2,5 milhões e R$ 3 milhões. E também lançamos para classe média na região de Interlagos, por exemplo”, afirma o diretor financeiro e de Relações com Investidores da empresa, Emílio Fugazza. 

Depois de anos com o mercado mais focado em empreendimentos “um pouco mais defendidos da crise”, como o Minha Casa Minha Vida, ele acredita que em 2019 haverá mais diversidade em lançamentos em detrimento dos econômicos.

Por trás desse movimento, está a percepção do mercado de que em algum ponto do futuro não muito distante deverá haver alguma melhora na economia. E, com isso, o setor começa a olhar mais para o médio e o alto padrão.

“Começamos a perceber, principalmente em 2018, que as pessoas estão apostando que, de uma forma ou de outra, os ajustes que precisarão ser feitos não serão no curto prazo, mas eles acontecerão. Acho que essa é aposta que está sendo feita. Com mais ou menos dificuldades, os ajustes serão feitos. Diante disso, sabe-se que à medida em que a economia começar a virar de novo, é natural também que os preços vão começar a se mexer”, diz Fugazza.

“Percebemos uma série de pessoas querendo vir para o mercado imobiliário e de certa forma aproveitar o fato de que os preços estiveram comprimidos”, afirma o executivo.

“Notamos isso claramente em razão do volume de vendas que tivemos nos últimos 12 meses. Em 2018 ele já foi significativamente maior do que o volume dos anos anteriores.”

Ele diz que a venda líquida da Eztec em 2017, ou seja tudo o que foi vendido menos o que foi cancelado, foi de R$ 216 milhões. “Em 2018, foram R$ 604 milhões, um crescimento de 200% sobre 2017. No primeiro trimestre de 2019, a minha venda líquida já foi de R$ 303 milhões. Ou seja, o equivalente à metade de todo o ano de 2018.”

Segundo o quadro descrito por Fugazza, quando esse avanço ocorrer vai encontrar um mercado represado, com vontade e necessidade de comprar. Isso deverá provocar uma procura por produtos que estarão sendo entregues. Com a procura, os preços, que ele diz estarem defasados, poderão então subir.

Fugazza, no entanto, ressalta que esse movimento de aposta no futuro é perceptível na cidade de São Paulo, mas não no resto do País. 

Lançamentos registram rapidez nas vendas 

A Eztec registra, na Divulgação de Resultados do 1º Trimestre/2019, que dos 7 projetos lançados no último semestre de 2018, 4 já superaram a marca de 50% de unidades vendidas. A empresa ressalta os casos do Z. Pinheiros e do Diogo Ibirapuera, sendo que este último vendeu 88% em seis meses após o lançamento. É um empreendimento de alto padrão, com unidades de três e quatro dormitórios, com 100 m2, 140 m2 e 170 m2 com até três vagas de garagem.

O Z Pinheiros está próximo à estação Fradique do metrô, tem unidades de 30 m2 a 68 m2, flats de 26 m2 a 40 m2 e serviços per pay use. A Eztec avalia, no texto Comentários da Administração, que “superados os anos escassos da crise, há represamento da demanda por novos projetos que é palpável”. E acrescenta: “Embora até houvesse ampla disponibilidade de estoque pronto no mercado, os lançamentos têm exigência menor de poupança, que abrange maior clientela potencial”.

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