Empresária passou a ser mais ousada na luta por aquisições

Cenário. Magazine Luiza trava disputa pela ampliação da rede

, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2011 | 00h00

Na semana passada, a Máquina de Vendas, fusão da Ricardo Eletro, Insinuante e City Lar, assumiu a segunda posição do varejo - até então ocupada pelo Magazine Luiza - após a compra de 51% da rede Pernambucana Eletro Shopping.

Essa movimentação acirrou ainda mais a disputa com os outros dois gigantes do setor - o próprio Magazine Luiza, agora na terceira posição, e o líder Globex, conglomerado composto pelas Casas Bahia, Ponto Frio e Extra Eletro.

Não é de hoje que a movimentação de fusões e aquisições é intensa nesse mercado. Em 2009, o Magazine Luiza perdeu para o Pão de Açúcar a concorrência pela compra do Ponto Frio. Enquanto Abílio Diniz negociou diretamente com a então controladora da empresa, Lilly Safra, Luiza Trajano seguiu os caminhos formais. Na época, ela declarou que Diniz a ensinou a ser mais ousada.

Na sequência, o Magazine Luiza perdeu também a compra da rede Insinuante para a própria Máquina de Vendas. Desde então, Luiza Trajano realizou uma série de ações para fixar posição neste concorrido mercado.

Em julho de 2010, comprou a rede Maia, com 150 lojas no Nordeste, o que marcou a expansão da marca para essa região. Em abril deste ano, abriu capital e realizou uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). Arrecadou ao todo R$ 925,8 milhões.

Na sequência, comprou as Lojas do Baú Crediário, até então administradas pelo Grupo Silvio Santos, por R$ 83 milhões. Dessa vez, Luiza negociou diretamente com Silvio Santos e deixou para trás o Pão de Açúcar.

Com a aquisição, o Magazine Luiza passou a somar 732 lojas e uma estimativa de receita anual de R$ 6,1 bilhões.

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