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Empresariado vive um "baixo astral", admite Furlan

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, reconheceu nesta quarta-feira que o empresariado brasileiro vive um "baixo astral com fundo psicológico", ao comentar a última Sondagem Indústrial da CNI, que aponta a frustração dos empresários com o desempenho da economia . Segundo Furlan, houve de fato uma reversão de expectativas no início deste ano, por conta de um conjunto de fatores que influenciou negativamente o ânimo do empresariado. "Estamos fazendo um trabalho para mostrar que a reversão de expectativas não tem substância nos fatos", comentou.O front externo, na avaliação do ministro, está tranquilo. No mercado interno, Furlan admitiu que há dificuldades, principalmente nas regiões metropolitanas. Ele ressaltou, porém, que a Lei de Incentivo à Construção Civil, que tramita no Congresso, vai dar um alento com a criação de empregos nas grandes cidades. "É um momento passageiro. Os números do trimestre vão mostrar dados positivos. Março foi um mês positivo de crescimento econômico. Temos uma taxa de câmbio estabilizada em R$ 2,90, há seis ou oito meses, e o crescimento econômico está praticamente assegurado", disse.Questionado sobre a queda na renda do trabalhador, Furlan disse que ela diminuiu nos últimos cinco anos e vai se recuperar gradualmente. Ele citou a discussão no governo de melhora no valor do salário mínimo e uma eventual correção na tabela do imposto de renda, como fatores que poderão aumentar a renda disponível, dando mais ânimo à economia interna. "Temos boas notícias que estão acontecendo. Vamos cumprir as metas de crescimento este ano e o desafio é garantir a sustentação desse processo."

Agencia Estado,

28 de abril de 2004 | 11h24

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