Empresário amigo de Lula pede emergência no crescimento

O presidente da Gradiente e integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), Eugênio Staub, fez hoje um diagnóstico dramático sobre a situação econômica e social do País e sugeriu a criação de uma agenda de emergência para a retomada do crescimento no curto prazo. Segundo ele, a situação poderá piorar se forem pensados apenas programas de médio e longo prazos. "Temos de fazer alguma coisa que mude a curto prazo a situação do País, já que a proposta atual demanda tempo", disse. Staub, que apoiou Lula na campanha, afirmou que tanto os empresários quanto os trabalhadores e a sociedade civil vivem hoje um clima de astral excessivamente baixo. Ele afirmou que o grande problema ainda é a taxa de juros e disse que a redução decidida na semana passada de 26% para 24,5% ao ano caiu como um balde de água fria. O empresário sugeriu que o governo reduza a taxa real de juros para 8% este ano e para 5% em 2004. Ele sugeriu também a redução dos juros bancários e investimentos públicos na área de habitação. "Esta agenda poderá mudar em 30 ou 60 dias o astral da nossa economia", disse. O empresário recomendou aos demais empresários presentes à reunião que, ao realizarem reajustes de preços, adotem como parâmetro a inflação futura e não passada. O secretário de Desenvolvimento Econômico e Social, Tarso Genro, disse que o conselho examinará as propostas, embora tenha se recusado a emitir uma opinião pessoal. "Não vou emitir um juízo sobre as propostas que Staub, mas a proposta dele tem seriedade e será examinada pelo conselho", disse Genro.

Agencia Estado,

28 Julho 2003 | 16h46

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