DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
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Empresário espera três meses por crédito

Alexandre de Abreu pedia R$ 80 mil, só conseguiu R$ 30 mil

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

16 Setembro 2017 | 05h00

BRASÍLIA - O empresário Alexandre de Abreu sentiu na pele a dificuldade para conseguir capital de giro no Brasil, em um ambiente de crise econômica.

Há pouco mais de um ano, ele comprou a Linox Serviços Automotivos, uma empresa instalada em Taguatinga, região administrativa do Distrito Federal. Sem dinheiro para tocar o negócio, ele buscou capital de giro no banco.

“Na época, precisava de R$ 70 mil ou R$ 80 mil para girar. Isso porque havia utilizado os recursos que tinha para comprar a empresa e ainda havia parcelado parte da dívida”, contou o empresário.

“Tentei no banco, mas encontrei dificuldades. Eles alegaram que, apesar de a empresa ser antiga, com 13 anos, os sócios haviam mudado recentemente. Pediram para analisar o pedido. Não sei se, por conta da crise, alegaram a questão da sociedade para brecar o crédito”, avalia o empresário.

Após três meses, Abreu conseguiu a liberação de R$ 30 mil por meio de conta garantida – e não de capital de giro. “Tive de tocar sem capital de giro, o que é muito difícil. Deu certo porque tinha convicção no que estava fazendo”, afirmou o empresário, que já tinha anos de experiência no setor automotivo.

Com 22 funcionários diretos, a Linox planeja fazer investimentos, no futuro, em mais máquinas e equipamentos.

De acordo com Abreu, a intenção é novamente tentar conseguir recursos no sistema bancário. “Se no ano da maior crise (2016) foi quando entrei na empresa e consegui superar as dificuldades, para mim, daqui para frente, será apenas alegria”, disse. 

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