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Empresário nega remessa de dinheiro para o exterior

O ex-sócio majoritário da Avestruz Masters, Jerson Maciel da Silva, negou nesta sexta-feira à Justiça de Goiás a remessa ilegal de dinheiro para o exterior, no período em que o Grupo, fundado em 1998, operou no Estado. "De maneira alguma a empresa procedeu desta maneira", afirmou Jerson Maciel, durante audiência ao juiz Carlos Magno Rocha da Silva, da 11ª Vara Cível de Goiânia. Carlos Magno é o juiz que decretou a falência da Avestruz Masters, no dia 27 de julho.Maciel da Silva explicou, na audiência, que os "únicos" recursos financeiros que teriam sido enviados para o exterior foram, de maneira legal, para pagamento de máquinas e equipamentos, comprados nos EUA e na Austrália, para montagem do frigorífico Struthio Gold, pertencente ao Grupo, para abate de avestruzes, implantado em Bela Vista (GO). Mas não quantificou os valores pagos e qual período.O empresário revelou, porém, que a Avestruz Masters teve frustrada pelo Banco do Brasil uma operação de câmbio que daria ingresso de R$ 1 milhão, dinheiro captado nas cidades de Houston, Texas (EUA) e Lisboa, em Portugal, onde a Avestruz Masters tinha escritórios terceirizados: "Tratavam de escritórios particulares de pessoas conhecidas e, como a operação de câmbio não foi confirmada o dinheiro foi devolvido", disse ele.O ex-sócio da Avestruz Masters responsabilizou gerentes do Bradesco, em Goiânia, pela quebra do Grupo, formado por 10 empresas e 25 pontos de captação de investimentos em sete estados (GO, MT, PE, BA, TO, CE e MG) mais o DF. "O banco não respeitou o prazo de resgate de cheques pré-datados que estavam em caução antecipada", disse Jerson Maciel.Os tais cheques, segundo ele garantiu ao juiz, correspondiam entre 5% e 6% do total de investidores - cerca de 53 mil, segundo a Polícia Federal , e 49.300 segundo a Justiça de Goiás -, que recebiam cheques pré-datados da Avestruz Masters. De acordo com dados das investigações da Polícia Federal, os cheques referem-se ao capital investido em avestruzes por meio de CPRs (Cédula do Produtor Rural) mais o ganho do investimento que, antes do estouro da empresa, chegou a 11,5% ao mês.A versão de Jerson Maciel da Silva sobre os cheques e a suposta decisão do banco de devolver centenas de cheques sem-fundo foi contestada por uma ex-funcionária da Avestruz Masters, Lidione Souto de Oliveira. Durante audiência, no final da tarde, na 11ª Vara Federal, Lidione afirmou para o juiz Gilton Batista de Brito que um mês antes do "estouro", que ocorreu no dia 4 de novembro do ano passado, "os clientes chegavam à empresa dizendo que ouviram dizer, em agências bancárias, que a Avestruz Masters estava prestes a quebrar", disse ela.A afirmação aconteceu na presença do ex-sócio-majoritário e filhos, durante tomada de depoimento de três testemunhas de defesa no processo onde Jerson Maciel da Silva é acusado de estelionato e crimes contra o sistema financeiro, contra a economia popular e contra as relações de consumo.Antes da audiência, o empresário, que foi preso na segunda-feira pela Polícia Federal em São Paulo por determinação da Justiça Federal em Recife (PE), recebeu nova voz de prisão. No final da tarde, o empresário foi levado para a PF, deverá ser recambiado para Brasília neste sábado onde ficará preso até que o juiz da 11ª Vara da Justiça Federal em Goiás solicite, a pedido dos advogados de defesa de Jerson Maciel, que o empresário não seja transferido para Recife (PE).

Agencia Estado,

01 de setembro de 2006 | 18h15

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