Empresário pede fim de "lero-lero e lengalenga" do governo

O presidente da Câmara Americana de Comércio (Amcham), Sérgio Haberfeld, cobrou do governo Luiz Inácio Lula da Silva o fim do "lero-lero" e do "lengalenga" e a definição de medidas que permitam o crescimento econômico, não de 3% ou 3,5%, como espera a equipe econômica, mas de 6%, no mínimo."Crescendo 3% ou 3,5% pode ser maravilhoso, mas vale lembrar que será em cima de uma base zero. É necessário crescer 6% e não ficar nesse lero-lero e lengalenga, para cima e para baixo, e nada acontece", afirmou à Agência Estado, após participar um seminário sobre comércio exterior em São Paulo.Ele disse que os empresários se sentem como se estivesse vendo o mesmo filme pela quarta vez. "É um negócio que cansa e, desculpe a palavra, que só enche o saco", afirmou ao se referir aos últimos quatro anos do governo Fernando Henrique Cardoso. "Novamente estou vendo, neste segundo ano de governo Lula, o que ocorreu no segundo mandato do governo Fernando Henrique. Patina, patina e não sai do lugar", disse o presidente da Amcham.O empresário afirmou que, apesar de o governo ter agido de forma correta em relação da estabilidade econômica, falha na promessa de crescimento. "Apostei no Lula pela manutenção da estabilidade econômica e pelo crescimento, assim como apostamos no segundo mandato de FHC. E, pela segunda vez, estou tendo uma decepção, já que o Brasil não sai do lugar", disse. Para Haberfeld, essa é uma grande preocupação de todos os setores da sociedade. "O Brasil não está crescendo. Fizemos a base e não estamos construindo o prédio em cima, isso que me preocupa muito".

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