Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Empresário se desfez de vários negócios que criou

Apesar do forte investimento na Concept, a SEB não pretende abandonar métodos mais tradicionais. O presidente do grupo, Chaim Zaher, diz que a ideia é ter estilos de ensino para todos os gostos – e bolsos. Afinal, o universo de famílias que pode desembolsar R$ 6 mil por mês para a educação de um filho não é tão grande, mesmo em São Paulo.

O Estado de S.Paulo

10 de outubro de 2016 | 05h00

Entre os demais braços da SEB, estão o colégio Dom Bosco, de Curitiba, com mais de 50 anos de tradição, adquirido pelo grupo em 2008 por pouco menos de R$ 100 milhões. A SEB também é dona do colégio SEB COC, além de instituições como Esfera, Unimaster e EPD.

A parte de sistemas de ensino da SEB – incluindo Dom Bosco e COC – foi vendida ao grupo Pearson, em 2010, por R$ 613 milhões. Já a universidade que fazia parte do grupo, a Uniseb, foi vendida ao grupo Estácio, por R$ 615 milhões, em 2012, tornando Zaher um dos principais sócios do grupo, com 14% do capital.

Agora, a Estácio está se fundindo à líder de mercado Kroton – o negócio foi fechado em julho, mas deve ser concluído somente no ano que vem. A fusão dará origem a uma gigante da educação com 1,6 milhão de alunos, R$ 8 bilhões de faturamento e pouco mais de 20% do mercado de educação superior do País.

Questionado se vai continuar na sociedade após a fusão da Estácio com a Kroton, Zaher diz apenas que, se precisasse de mais recursos para tocar a Concept, não hesitaria se desfazer da participação. Com um histórico de vendas de empresas, ele costuma dizer que, tão importante quanto saber criar um negócio, é saber a hora certa de sair.

Tudo o que sabemos sobre:
EstácioKroton

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.