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Empresário vê Planalto sensível a reivindicações

Após queixas de desindustrialização, os empresários do setor de manufatura têm aproveitado a preocupação do governo com o desempenho da indústria para tirar do bolso demandas antigas e barganhar mais com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em reuniões nas últimas semanas. Os industriais começam a avaliar que o governo está mais propenso a ceder.

CÉLIA FROUFE / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

25 de março de 2012 | 03h07

A brecha que a equipe econômica decidiu abrir, na opinião de industriais ouvidos pelo Estado, é fruto da falta de uma política industrial de longo prazo. Sem alternativa, e tendo em mente que o mercado de trabalho não tem mais o mesmo vigor do passado, o governo promete ajudar a indústria.

Uma fonte do governo confirmou que o leque de pedidos se ampliou nas reuniões e há uma sensibilidade maior para ouvir as solicitações. Nem todas, porém, serão atendidas. "E isso ocorre por uma razão bem simples: as demandas das empresas serão sempre maiores que a oferta do governo."

Depois de dizer no Congresso que a indústria está sofrendo, Mantega convocou vários setores para discutir suas dificuldades. Na maioria dos encontros, o tema foi o da substituição da contribuição patronal de 20% sobre a folha de pagamento por uma alíquota de 0,8% a 1% sobre o faturamento. Atualmente, apenas três setores (calçados, confecções e call center) se dispuseram a pagar 1,5% sobre o faturamento. O setor de informática aderiu ao pagar taxa de 2,5%.

A pauta das conversas sugerida pelo ministro, porém, foi ampliada nesses encontros. "É lógico que a gente aproveita as portas abertas e faz nossas reivindicações", disse o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto.

Para ele, a desoneração é positiva, mas pouco resolve a situação de muitos setores, que sofrem com a concorrência global. "Desonerar para ter entre 0,8% e 1% é uma vantagem, mas muito pequena. Ajuda um pouco, mas não resolve. Mas, se a gente ganhar um pouco aqui e um pouco ali, acaba ajudando no fim."

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