coluna

Louise Barsi explica como viver de dividendos seguindo o Jeito Barsi de investir

Empresário vê risco de convulsão social na Argentina

O empresário Alberto Alzueta, vice-presidente da Câmara Brasil-Argentina, disse hoje que o pânico tomou conta do mercado na Argentina depois da grande desvalorização do peso em relação ao dólar ocorrida no País nos últimos dias. Em entrevista à Rádio Eldorado AM/SP, o empresário falou que toda essa situação inevitavelmente provoca incertezas nos investidores e atinge principalmente a já sofrida população argentina. "É muito triste ver um aposentado na fila do caixa no banco para receber uma aposentadoria de apenas 200 pesos e depois sair correndo para a casa de câmbio para comprar dólares com essa pequena quantia. Você sente que a falta de credibilidade é total". Alberto Alzueta declarou que o governo argentino praticamente não tem condições de sair dessa situação sem a ajuda do FMI e até do governo dos Estados Unidos. Ele reconhece que a Argentina de fato não fez a ?lição de casa?, mas que, por estar no olho do furacão, não consegue sequer respirar para poder pensar. "Nós sentimos que falta neste momento a solidariedade do sistema financeiro internacional, do FMI e dos Estados Unidos para ir dando, nem que seja em ´conta-gotas´, aquele fôlego necessário para poder reacomodar o mercado argentino. O povo não confiará nesse sistema político e nem em qualquer outro que lá estiver se não houver uma injeção de dinheiro para tentar controlar a situação". O empresário não descartou, por outro lado, a possibilidade de uma convulsão social e de novas mudanças políticas na Argentina em função do atual quadro vivido pelo País. Na sua opinião, o temor em relação a isso existe e poderá acontecer a qualquer momento exatamente pela falta da sensibilidade internacional. "Esse risco de convulsão existe porque a população está perdendo a paciência, já é um problema de histeria. As pessoas se sentem roubadas pelo ´corralito´, se sentem numa posição de perda total. Assim, por esses e outros motivos, está começando a já não mais acreditar nesse sistema político que está aí".Leia o especial

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.