Empresários acreditam em alta do PIB em 2006, diz Serasa

Pesquisa de perspectiva empresarial divulgada nesta segunda-feira pela Serasa revelou que a maior parte dos entrevistados mantém otimismo para a economia brasileira em 2006. De acordo com o estudo, 57% dos entrevistados acreditam no crescimento do Produto Interno Bruto em 2006, e 64% indicaram aumento do PIB para 2007, contra 49% e 53%, respectivamente, verificados na última pesquisa, divulgada em abril, nas mesmas bases de comparação.O empresariado deu mostras de que espera uma recuperação da correção cambial em 2006, com 41% apontando para a estabilidade no terceiro trimestre e 49% para alta do dólar em relação ao real no ano. A percepção da queda na taxa de juros atinge a maioria dos entrevistados (53%) para o trimestre, e 48% para o ano.A pesquisa mostrou que as opiniões ficaram divididas em relação à taxa de desemprego no ano, com 36% dos entrevistados que afirmaram esperar queda da taxa e outros 36% para alta do desemprego em 2006. O estudo revelou que 43% do empresariado acreditam que a renda do trabalhador vai manter-se estável no ano.Inadimplência A maioria dos empresários (60%) afirmou esperar por um aumento na inadimplência da população brasileira, e 74% apontaram para uma alta do endividamento do consumidor no final do ano. Em relação ao próprio negócio, no entanto, a perspectiva da maior parte dos entrevistados (66%) é de que se mantenha estável, em relação a 2005. A oferta de crédito deve crescer para 65% do empresariado.Em relação ao faturamento do seu próprio negócio, no entanto, houve aumento do pessimismo entre os empresários. A Serasa mostrou que 54% dos entrevistados espera um aumento do faturamento de sua empresa, porcentagem menor do que a verificada na última pesquisa realizada, quando a parcela ficou em 65%. O levantamento mostrou que o crescimento médio esperado para o faturamento em 2006 é de 16,1% sobre 2005. Mas o número de empresários que afirmou estar investindo em seu negócio ficou em 52%, com 47% indicando estabilidade nos investimentos para 2006. O destaque ficou com instituições financeiras, com 74% do empresariado apontando para investimentos, contra 52%, 51% e 53% da indústria, comércio e serviços, respectivamente.Na análise dos técnicos da Serasa, "a queda do otimismo em relação à última pesquisa é principalmente reflexo de crises setoriais (agronegócio, empresas exportadoras, entre outras), que contaminam parcialmente a economia como um todo. Nos aspectos do próprio negócio, os empresários se mostram mais cautelosos em fechar sua posição para 2006 e ainda apontam o crédito como o grande motor da atividade no ano, mesmo com a inadimplência em alta".

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