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Empresários argentinos apóiam decisão de não pagar FMI

Os empresários argentinos aliviam o peso do calote do país no FMI, mas se mostram preocupados com a demora na assinatura do acordo com o organismo. Para o presidente da Câmara Argentina de Comércio, Carlos de La Vega, "a decisão de não pagar não muda nada por enquanto. Ainda restam 30 dias mais para se chegar a um acordo, o qual confiamos que o governo tenha tenacidade para conseguir o melhor". Porém, Vega destacou "a convicção de que a Argentina não pode se isolar e enfrentar a situação traumática de um novo default". O vice-presidente da União Industrial Argentina (UIA), Héctor Méndez, manifestou apoio ao presidente Néstor Kirchner ao concordar com a justificativa do governo de que "é inútil assinar um acordo que depois não se possa cumprir". Ele entende, no entanto, que "não pagar, seguramente trará problemas, mas gastar 20% das reservas e não ter um bom acordo assinado seria pior". A Coordenadora Interempresarial Argentina (Coinar), integrada por câmaras agrícolas, bancárias, industriais e do setor têxtil manifestou apoio diretor ao presidente Kirchner. "A proposta argentina deve ser que a maior parte do superávit fiscal seja usada para reativar a economia e colocar a produção nacional de pé e isso tem que ser apoiado por nós", afirmou em nota oficial. O presidente da Sociedade Rural Argentina, Luciano Miguens, considerou a decisão "perigosa mas correta". O vice-presidente da Câmara Argentina da Construção, Monir Madcur, alertou para preocupação com a demora "porque tudo indicava que não havia inconvenientes para as negociações chegarem a um bom porto".

Agencia Estado,

10 de setembro de 2003 | 11h29

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