Empresários argentinos reclamam do Brasil para Kirchner

O presidente da Argentina Néstor Kirchner vai discutir com o colega brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, dias 7 e 8 de julho, os problemas no comércio bilateral a pedido da União Industrial Argentina (UIA). "Estamos tratando de buscar soluções para corrigir as assimetrias", disse o presidente da UIA, Alberto Álvarez Gaiani.Ele afirmou que a posição da entidade "não é contra o Mercosul ou o Brasil, pelo contrário", mas os empresários argentinos alegam que a Argentina vende ao Brasil produtos de menor valor, enquanto o Brasil vende produtos mais caros. Segundo Gaiani, a reação do presidente Kirchner foi "muito positiva".Ele disse que "há setores argentinos que correm o risco de serem destruídos pelas importações de produtos brasileiros como calçados e equipamentos de linha branca (eletrodomésticos)". Ele afirmou que 90% das geladeiras, fogões e máquinas de lavar roupas vendidos nas lojas argentinas são de origem brasileira e, em alguns casos, com preços mais baixos dos que são cobrados no mercado brasileiro". Apesar da acusação, ele evitou falar em prática de dumping.De acordo com o estudo apresentado, as exportações argentinas ao Brasil aumentaram somente 1,5%, no primeiro trimestre, enquanto que as importações de produtos brasileiros cresceram 88%.

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