Empresários brasileiros e coreanos assinam acordo

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Korea International Trade Association (Kita) assinaram hoje, em São Paulo, um acordo de cooperação com o objetivo de fortalecer a relação entre as duas entidades e incentivar negócios entre São Paulo e a Coréia do Sul.A Kita congrega 85 mil associados de diversos setores da atividade produtiva do país. "Durante a Copa do Mundo, na Coréia e no Japão, o Brasil (seleção) deixou uma forte impressão no povo coreano, despertando o interesse de empresários, principalmente da pequena e média indústria", disse à Agência Estado o presidente da Kita, Jae-Chul Kim. O executivo disse que, dado esse interesse, a Kita organizou uma missão de empresários em busca de oportunidades de negócios e investimentos em São Paulo.Hoje, representantes de cerca de 120 empresas brasileiras, entre elas a Sadia, Le Postiche, Nortel, Carrefour e Sigma tiveram a oportunidade de conversar com 24 pequenos e médios empresários coreanos durante uma roda de negócios realizada em um hotel.Duas das empresas coreanas estavam interessadas em importar do Brasil transformadores e produtos alimentícios (uvas, vinho, salmão fresco e congelado). As restantes ofereceram produtos de alta tecnologia como receptores digitais de satélite terrestre e de cabo, unidades para produção de seringas descartáveis, material para coleta de sangue, produtos cirúrgicos, roupas, calçados e até quinquilharias, como mochilas, canetas e esponjas. "Apesar da distância entre os dois países, cerca de 45 empresas coreanas já se instalaram no Brasil com grande sucesso", disse o executivo da Kita.A Coréia do Sul, com uma população de 46 milhões de habitantes e um PIB de US$ 460 bilhões, exportou no ano passado US$ 150,5 bilhões e importou US$ 141,1 bilhões.A agressividade coreana para vender permitiu ao país sair da crise econômica e financeira ocorrida em meados de 1997. Indagado se essa também seria a solução para o Brasil escapar da crise atual Kim respondeu, em tom diplomático, que a Coréia, por ser uma país pequeno, conseguiu unir forças de todos os setores da sociedade para impulsionar o país."O Brasil tem grandes reservas de recursos naturais e, juntando com a tecnologia de ponta da Coréia, podemos conseguir grandes avanços e conquistar o mercado asiático", disse Kim aos empresários paulistas.No ano passado, o comércio entre o Brasil e a Coréia do Sul somou apenas US$ 2,18 bilhões, dois quais US$ 1,61 bilhão se referem a exportações de produtos brasileiros e US$ 1,12 bilhão de produtos coreanos importados. Nos sete primeiros meses deste ano, o Brasil exportou US$ 655,3 milhões, com crescimento de 17,6% em comparação com o mesmo período de 2001, enquanto que as importações de produtos coreanos despencaram 32,4%, para US$ 775,7 milhões."Essa queda se explica pela desvalorização do real e a forte retração das importações por parte do Brasil", disse Kim. Ainda em 2001, os investimentos diretos da Coréia do Sul no Brasil somaram US$ 221 milhões.

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