Empresários brasileiros querem compensações dos EUA

Os empresários brasileiros estão dispostos a adiar a retaliação e a esperar mais dois anos pela retirada dos subsídios americanos ao algodão se houver compensações. Esse é o teor de uma sugestão feita ontem pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, ao embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon. Em reunião em São Paulo, Skaf disse que o setor privado concordaria em esperar até 2012, quando a Farm Bill (lei agrícola americana) deve ser renovada, informam fontes que participaram do encontro.

AE, Agencia Estado

23 de fevereiro de 2010 | 09h11

As contrapartidas seriam uma declaração do Executivo americano de que vai se empenhar em convencer o Congresso a retirar os subsídios e compensações ao Brasil enquanto isso. Entre as compensações estariam um fundo de apoio ao algodão para o combate de pragas, investimento em tecnologia e mais importações de carne, suco de laranja ou etanol. Não foi discutido o valor do fundo ou como ocorreria a abertura do mercado americano.

"Podemos entender que as revisões da Farm Bill vão acontecer em 2012. Talvez haja uma limitação do governo americano de fazer algo, mesmo que queira", disse Skaf à imprensa, após o encontro. "Temos de encontrar caminhos que possam evitar retaliações." Ele citou, então, o fundo para o algodão e a retirada das barreiras para alguns produtos. A disputa do algodão se arrasta desde 2001. O Brasil venceu disputa na Organização Mundial do Comércio (OMC), que condenou os subsídios aos produtores de algodão, mas os EUA não retiraram o apoio. A OMC autorizou a retaliação. Skaf frisou que essa "não é uma posição governamental, mas da diplomacia empresarial". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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