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Empresários citam barreiras, mas aprovam gestão Obama

Os empresários brasileiros estão otimistas com relação à gestão do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, porém, ao mesmo tempo, preveem um aumento do protecionismo por parte do país. Este é o quadro apresentado por uma pesquisa do Ibope divulgada hoje, feita a pedido da Câmara Americana de Comércio (Amcham), denominada "100 dias do Obama". O levantamento, feito com 192 executivos associados à Amcham, aponta que 91% dos consultados estão otimistas com a nova administração norte-americana. Porém, 52% deles esperam um aumento do protecionismo nos próximos quatro anos.

GABRIEL BUENO, Agencia Estado

29 de maio de 2009 | 15h34

A diretora-executiva do Ibope, Laure Castelnau, responsável pela pesquisa, ressaltou que ainda não se trata de uma aprovação à administração Obama. "É pouco tempo ainda para se ter um resultado concreto (de avaliação do governo dos EUA). A pesquisa ficou mais na expectativa", disse.

Outro dado revelado pela pesquisa é que a expectativa do impacto positivo da gestão Obama decresce, quando se passa de um plano mais abstrato para o dos negócios mais concretos. Quando questionados sobre a relação política entre Brasil e EUA, 79% preveem uma melhora. No tema economia, a expectativa positiva está em 60%. Sobre a capacidade de Washington reverter a crise em um ano, 75% dos consultados afirmaram que não acreditam. A maioria dos entrevistados afirmou esperar que a reação norte-americana venha em dois ou três anos.

Já em relação ao comércio, ela cai para 47%. Em relação aos próprios negócios dos executivos consultados, porém, a expectativa positiva cai para 41%.

A Câmara Americana reúne 3 milhões de negócios norte-americanos, de diferentes tamanhos e setores. Segundo o presidente da Amcham, Tom Donohue, a entidade está preocupada com o aumento do protecionismo no mundo, inclusive nos EUA, por causa da crise econômica. O norte-americano afirmou que 17 países do G-20 (bloco que reúne as 20 maiores economias do mundo, representadas por 19 economias desenvolvidas e emergentes e pela União Europeia) já anunciaram medidas protecionistas, desde o último encontro de líderes do grupo, em abril, em Londres. "Os outros três ainda não informaram sobre elas", ironizou. "Me preocupo com o protecionismo sempre, e especialmente em ocasiões econômicas difíceis", disse, lembrando a importância de se avançar na Rodada Doha de comércio multilateral, da Organização Mundial do Comércio (OMC), negociação atualmente emperrada.

Exportações

O presidente da Amcham afirmou que a entidade não teme que os Estados Unidos percam a liderança como parceiros comerciais do País. "O Brasil e os Estados Unidos continuarão sendo grandes parceiros e os negócios aumentarão", previu.

No início de maio, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do País anunciou que, no primeiro quadrimestre de 2009, a China apareceu pela primeira vez como principal parceira do Brasil, superando os EUA. Os EUA estavam no primeiro posto desde 1930. A corrente de comércio Brasil-China ficou em US$ 3,2 bilhões no período, ante US$ 2,8 bilhões entre o País e os EUA.

"Não estou preocupado com a liderança da China em um quadrimestre. Isso não se manterá", afirmou Donohue. Ele previu uma recuperação dos EUA - "esperamos que o país saia da crise no fim deste ano" - e, com isso, um novo crescimento no comércio bilateral.

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