Empresários cobram avanço na política monetária do BC

Os empresários da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) que estiveram reunidos hoje com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, cobraram avanços na política monetária do atual governo. De acordo com o presidente da entidade, Robson Andrade, embora a inflação esteja sob controle, o quadro da economia "é quase de recessão". "É hora de avançarmos, ajustando a política monetária à necessidade, urgente e inadiável, de retomada do crescimento econômico", disse ele. Andrade disse também a Meirelles que a queda acumulada nos últimos meses da Selic, a taxa básica de juros da economia, em dois pontos percentuais "ainda é absolutamente inóqua do ponto de vista do estímulo à atividade econômica, à expansão da oferta de crédito e de incentivo ao consumo". Os empresários cobraram também a redução do compulsório que atualmente é de 60% sobre os depósito à vista ? parcela de recursos que os bancos devem recolher ao BC. Segundo o presidente da Fiemg, o setor produtivo nacional é "refém das reuniões mensais do Copom", na expectativa de que as decisões estimulem a produção industrial. A Federação entregou ao presidente do BC um documento que consolida uma série de sugestões à instituição. Entre estas, a de que sejam utilizados outros mecanismos para o controle da inflação que não apenas os de aumento das taxas de juros. No estudo elaborado pela Fiemg, caso se mantenha a trajetória de redução da Selic nos próximos meses, a expectativa é de que as taxas atinjam o patamar de 18% ao ano ? hoje a taxa está em 24,5% ao ano ?, o que seria um índice "mais aceitável".

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