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Empresários da construção civil mantêm otimismo

Percepção de faturamento das empresas nos últimos meses cresce 38,6% e puxa índice de expectativas

Amanda Valeri, da Agência Estado,

27 de setembro de 2007 | 15h11

Apesar da tensão nos mercados financeiros internacionais, os empresários da construção civil brasileira continuam com boas expectativas em relação ao desempenho da economia e do setor em 2007. Essa constatação foi revelada na 32ª Sondagem da Construção, realizada no mês passado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a FGV Projetos. A pesquisa revelou que o índice de desempenho obtido no País alcançou patamar favorável pela primeira vez desde o início da sondagem, ficando acima dos 50 pontos - patamar a partir do qual a percepção é favorável). A alta de 8,3% no indicador em relação à última pesquisa, realizada em maio, foi devido ao crescimento de 38,6% na percepção de faturamento das empresas nos últimos meses. O indicador de custos da construção apresentou elevação de 1,6%, o primeiro aumento depois de 12 meses. De acordo com a sondagem, essa alta foi motivada pelos reajustes salariais decorrentes dos acordos coletivos firmados no primeiro semestre. Entretanto, no acumulado em um ano, o indicador registrou queda de 4,7%. O aumento de 7% na programação de gastos com a mão-de-obra foi outro fator que influenciou nos custos da construção. Já a variação positiva do setor quanto a dificuldades financeiras (0,5%) foi considerada "pouco significativa" em relação à pesquisa anterior. O indicador de perspectivas de desempenho registrou ligeira queda de 0,2%, segundo o levantamento. No Estado de São Paulo, a 32ª Sondagem não apresentou um cenário muito distinto do observado em todo o País. As empresas de construção paulistas também apresentaram uma melhora de desempenho em relação à pesquisa de maio, com uma alta de 9,4% no indicador. O indicador de custos da construção apresentou elevação de 5,9% e o das dificuldades financeiras crescimento de 1,8%. Do outro lado, os empresários paulistas estão menos otimistas em relação às possibilidades de recuperação de suas empresas: o indicador de perspectivas de desempenho recuou 1,0% em relação a maio.

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