Empresários da Sundown são condenados por contrabando

Segundo a Justiça, grupo usava empresa de fachada para importar peças, malas e bolsas, de forma subfaturada

Evandro Fadel, de O Estado de S. Paulo,

22 de abril de 2008 | 16h35

A assessoria da Justiça Federal em Curitiba informou nesta terça-feira, 22, a condenação, a penas que variam de 19 anos e oito meses de reclusão a um ano de prestação pecuniária (pagamento à vítima, descendentes ou instituição social), de nove pessoas, entre proprietários e envolvidos com os negócios do Grupo Sundown, por crimes de contrabando, evasão de divisas, falsidade ideologia e formação de quadrilha. A 2ª. Vara Criminal Federal entendeu que o grupo serviu-se da empresa de fachada BSD Industrial, Importadora e Exportadora para importar peças de motocicletas e bicicletas, além de malas e bolsas, de forma subfaturada.  Os fornecedores teriam sido pagos por remessas internacionais informais, com o uso de doleiros. Na denúncia, o Ministério Público Federal afirmou que um dos objetivos era tirar a responsabilidade dos verdadeiros proprietários. Entre os condenados estão Isidoro Rozemblum Trosman e Rolando Rozenblum Elpern, que seriam os proprietários do grupo. Eles já foram condenados em outras duas ações penais. As penas de Trosman somam mais de 34 anos de prisão e multa superior a R$ 2,2 milhões. Contra Elpern pesam mais de 39 anos de prisão e multa superior a R$ 2,3 milhões.  Presos preventivamente em 2006, eles conseguiram fugir em julho de 2007 quando estavam internados em um hospital para tratamento. De acordo com a Justiça Federal, as circunstâncias da fuga ainda são investigadas. Os dois estão foragidos. Os outros condenados respondem ao processo em liberdade. O advogado dos Rozemblum, Daniel Muller Martins, disse que não poderia comentar nada sobre o processo, em razão de só ter conhecimento pela imprensa. Segundo ele, até a tarde desta terça nem mesmo a cópia da sentença, proferida no dia 18, estava disponível. O Ministério Público Federal estuda recurso para tentar aumentar as penas.

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