Empresários dizem que não têm como dar aumento salarial

O diretor da Fiesp, Pedro Evangelinos, afirmou hoje que a crise no setor industrial não permite a concessão de aumento salarial para os trabalhadores. "Não que não se queira, é que não se pode", afirmou ele, após receber da CUT um documento que marca o início da campanha salarial neste segundo semestre. Evangelinos disse que não é a Fiesp quem negocia com os trabalhadores. "A Fiesp apenas acolhe o documento e o encaminha para os sindicatos", disse.O diretor da entidade afirmou que o momento atual das indústrias do País é "extremamente grave e delicado." A atividade econômica se encontra, segundo ele, no menor índice dos últimos anos. A preocupação neste momento, de acordo com Evangelinos, é manter o emprego.O empresário disse que sem crédito à indústria o Brasil não terá crescimento econômico. "E para isso há necessidade de crédito porque não há dinheiro no mercado, dinheiro esse que poderia ser usado para investimentos, geração de emprego e crescimento", disse. O diretor da Fiesp comentou que o crédito necessário tem de vir a um custo compatível com a atividade econômica industrial. "Que não é o que se cobra atualmente", disse. Questionado se a concessão de aumento salarial para os trabalhadores não era um caminho para aumentar o consumo, Evangelinos disse que a queda do poder aquisitivo é efeito e não causa. "A causa dessa queda de renda é que desde o início do Plano Real até março deste ano a inflação acumulada foi de 156%, enquanto os preços administrados subiram em média 320%", disse.

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