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Empresários e banqueiros elogiam discurso de Kirchner

Embora o presidente Néstor Kirchner tenha avisado que não aceitará pressões de grupos setoriais, com quem não se reuniu nem uma vez durante a campanha eleitoral, os empresários e banqueiros argentinos elogiaram o primeiro discurso do Presidente e o classificaram de moderado. O elogio foi acompanhado de um certo apoio com reservas e divididos em dois grupos: A Associação Empresária Argentina (AEA), a mais distante e crítica ao novo governo; e a União Indústrial Argentina (UIA) e a Câmara de Construção (CAC), com visível otimismo pela mensagem de "plano nacional" mencionado pelo presidente. As posições são razoáveis porque o primeiro grupo é formado por empresas com capital externo e local, enquanto que os dois segundos são companhias fundamentalmente argentinas. "Há uma total coerência entre o discurso e o pedido do povo", afirmou Guillermo Gotelli, do Comitê Executivo da UIA, que completou que a idéia de um plano de "capitalismo nacional faz que a UIA tenha uma oportunidade única para ter ações que permitam a geração de riquezas". Seu colega de associação, Héctor Mendéz, disse: "É um momento difícil para pedir decisões drásticas mas nós oferecemos a colaboração e a disposição ao diálogo. Os empresários não esperam grandes sobressaltos. Mas temos muitas expectativas em relação ao comércio exterior e de que o Mercosul continue protegendo a indústria nacional", preocupa-se.O vice-presidente, Monir Madcur, disse que o discurso "gerou uma grande prédisposição na associação, sobretudo pela importância prioritária que o governo lhe dará ao plano de obras públicas". Já o presidente da Repsol-YPF, Alfonso Cortina, um dos maiores representantes das empresas privatizadas na Argentina, afirmou que "confia em que a nova etapa democrática que se abre no país permita alcançar a consolidação e o crescimento sustentável". O secretário-geral do Mercado de Valores, Luis Alvarez, opinou que "é preciso apoiar ao presidente e ir vendo as medidas que tomará. Considero bom que tenha se expressado sobre o mercado de capitais como um dos setores que terá participação na recuperação da economia. Foi muito equilibrado em suas palavras, e não acredito que muitos podem não estar de acordo, já que falou com muita lógica da reinserção da Argentina no mundo". José Miguel, da Câmara de Informática e Comunicações afirmou que o discurso não apresentou nenhuma surpresa e que o setor espera algum plano para reativar essa indústria. Entre os banqueiros, onde esperava reações fortes e duras críticas, os comentários foram amenos, através de notas oficiais. A Adeba, entidade que concentra os bancos com capital privado nacional, qualificou o discurso como "um esperançoso chamado à união nacional", e ao mesmo tempo, em "favor de uma América Latina próspera e unida com centro no Mercosul como objetivo estratégico". A outra Associação de Bancos da Argentina (ABA), de capital externo, expressou que o discurso "faz que a instituição tenha expectativas de que o governo de Kirchner consolide a estabilidade econômica e assente as bases para o crescimento sustentável".

Agencia Estado,

26 de maio de 2003 | 08h46

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