Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Empresários e sindicalistas se unem em ato na Paulista em defesa da indústria

Manifestação chegou a fechar um trecho da avenida no sentido Consolação; manifestantes criticaram a política industrial do governo Dilma, em especial o aumento dos juros

Luiz Guilherme Gerbelli, O Estado de S. Paulo

13 de agosto de 2015 | 12h04

Atualizada às 14h30

SÃO PAULO - Empresários e sindicalistas fizeram uma manifestação nesta quinta-feira, 13, contra a política econômica do governo federal. O ato, batizado de "Grito em Defesa da Indústria e do Emprego", foi liderado pela Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e teve o apoio da Força Sindical, da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e da União Geral dos Trabalhadores (UGT).

A manifestação começou às 10h na Avenida Paulista e terminou por volta das 12h em frente ao Masp. Um trecho da via, no sentindo Consolação, chegou a ser interditado.

Do alto de um caminhão de som, empresários e sindicalistas criticaram a política econômica do governo Dilma Rousseff, em especial o aumento da taxa básica de juros. O setor industrial brasileiro tem sido um dos principais afetados pela desaceleração econômica. Entre janeiro e junho, a produção da indústria recuou 6,3%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Não para esse juro pornográfico que mata as empresas e os consumidores. Não para esse sistema de impostos que favorece a importação e desfavorece a exportação. Não para o câmbio desequilibrado que também favorece a importação e não a produção local", afirmou Carlos Pastoriza, presidente da Abimaq.

O movimento se declara apartidário, mas alguns sindicalistas e empresários convocaram os manifestantes para o protesto contra o governo no próximo domingo, 16.

"O governo tenta resolver a crise não só nas costas da indústria, mas também na dos trabalhadores", afirmou Paulinho da Força, deputado federal e presidente do Solidariedade. "Estamos a dois dias da maior manifestação que o Brasil vai fazer contra esse governo. Por isso, no domingo, todo mundo aqui na Paulista."


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