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Empresários estão mais pessimistas para segundo semestre

A decepção com o desempenho da economia no primeiro semestre do ano diminuiu o ânimo dos empresários paulistas para esta segunda metade de 2006. A pesquisa semestral "Rumos da Indústria Paulista", realizada pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) em julho, mostra que 44% dos 694 empresários entrevistados têm expectativas mais otimistas sobre o comportamento de suas indústrias no segundo semestre em relação ao mesmo período de 2005; 15% estão pessimistas e 3%, muito pessimistas. Mas os números de julho são piores do que os verificados no levantamento anterior, de dezembro de 2005. Nele, o porcentual de otimistas era maior (49%), e o de pessimistas e muito pessimistas, menor (12% e 2%, respectivamente), quando comparado com as projeções realizadas em julho deste ano. "Já sabíamos que as exportações patinariam, mas havia uma expectativa de comportamento mais animado no mercado interno, o que não se concretizou. Todos os indicadores estão muito modestos, e o comportamento do Copom nas próximas reuniões voltou a causar incertezas", disse Boris Tabacof, diretor do Departamento de Economia do Ciesp.Esse sentimento também pode ser traduzido em números. O levantamento mostrou que o primeiro semestre de 2006 foi pior para 44% das indústrias e melhor para 28%. A pesquisa de julho de 2005 revelou que o primeiro semestre daquele ano havia sido pior para 38% das indústrias e melhor para 37%.SegmentosDo total da amostra, 63% são micro e pequenas empresas. Esse segmento teve o maior percentual de empresas com desempenho pior do primeiro semestre deste ano (47%). Entre as grandes, 43% ficaram decepcionadas com o comportamento de seus negócios de janeiro a junho. A pesquisa revela, ainda, que 74% das indústrias não pretendem contratar neste segundo semestre e 26% têm intenção de admitir trabalhadores. A pesquisa não incluiu pergunta sobre demissões.O diretor do Departamento de Economia do Ciesp, Boris Tabacof, destacou na pesquisa semestral "Rumos da Indústria Paulista" as projeções da indústria quanto aos preços. Segundo o levantamento, 49% dos entrevistados afirmaram que vão manter os níveis atuais de preços, mesmo que haja um aumento acima 20% no uso de sua capacidade instalada, provocado por incremento do consumo.Outros 30% informaram que vão segurar os preços se o uso da capacidade crescer entre 11% e 20% sobre o nível atual, e 14% só conseguem segurar seus preços até o teto de 10% de aumento da capacidade da instalada. 7% das indústrias afirmaram já operar no limite da capacidade "Não há expectativa de aumento de preços. A discussão sobre se o Nível de Utilização da Capacidade Instalada mostra que não há pressão que possa desequilibrar os preços", ressaltou o empresário.O real apreciado, segundo a pesquisa, estimulou a importação em apenas 9% das indústrias paulistas, enquanto 31% das indústrias que precisam comprar insumos ou matérias-primas do Exterior mantiveram suas compras no patamar habitual.

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