Fabio Motta/Estadão
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Empresários falam como pretendem contribuir para uma economia de baixo carbono

Executivos da Votorantim Cimentos, Movida e a Rhodia mostraram como colocam em prática ações para minimizar efeitos no meio ambiente; painel foi promovido pela Fundação FHC e pela Câmara Americana de Comércio

Érika Motoda, O Estado de S.Paulo

20 de outubro de 2020 | 22h41

O respeito a causas ambientais e sociais foi o centro do painel "Remodelando as práticas dos negócios", promovido nesta terça-feira, 20, pela Fundação FHC e pela Câmara Americana de Comércio (Amcham). Entre os participantes, que falaram sobre economia de baixo carbono, houve consenso em torno da ideia de que questões relacionadas ao meio ambiente vão ganhar ainda mais importância nas decisões estratégicas das companhias, principalmente depois da pandemia do novo coronavírus. Participaram do encontro executivos da Votorantim Cimentos, da Movida e a Rhodia.

O evento também teve a presença da ex-ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira. “O futuro já não é mais uma projeção linear do passado. Temos três crises globais rearrumando a agenda ambiental: climática, processo disruptivo com a biodiversidade e a poluição. Está tudo relacionado para falarmos de economia com melhor uso de recursos naturais”, disse ela.

Para Marcelo Castelli, presidente da Votorantim Cimentos, é impossível pensar em um futuro sem cimento, porque trata-se de um material essencial para garantir abrigo às pessoas. A solução, segundo ele, é “ressignificar” o jeito de produzir o material. “Atualmente, a empresa emite cerca de 700 quilos de gás carbônico por tonelada de cimento produzido. A meta até 2030 é chegar a 520 quilos”, disse ele, a respeito das metas da companhia para reduzir a emissão de gases de efeitos estufa.

Já o presidente da Movida, Renato Franklin, disse que a meta da empresa - que atua no segmento de aluguel de automóveis - é usar só energia renovável em 2021 e ser carbono neutro até 2030, além de já estar reduzindo pela metade a quantidade de resíduos enviados aos aterros sanitários. 

Franklin também contou que não possui um departamento de sustentabilidade na empresa, mas tem um PMO, que é o funcionário que gerencia todos os projetos estratégicos de sustentabilidade da empresa. “Todo mundo (departamento) tem a meta de ESG, e 10% dos bônus estão nesses projetos. Assim, eu consigo englobar mais de 174 iniciativas ao mesmo tempo.”  

Já a presidente da fabricante de produtos químicos Rhodia Solvay, Daniella Manique, contou que a empresa tem no País “o maior projeto das Américas” de redução de gases efeito estufa. “Dentro da unidade de Paulínia (SP), temos um projeto que queima 5,3 milhões de toneladas equivalentes de CO2. Isso faz com que haja uma redução do efeito de carbono de 96%. Esses 4% finais são os mais difíceis, por isso colocamos essa meta para 2025.”

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