Empresários levarão reação brasileira ao Canadá

Os empresários canadenses do setor de telefonia se comprometeram com o ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, a levar às matrizes das empresas no Canadá e ao governo a posição de descontentamento do Brasil em relação ao boicote à carne. A convite do ministro, estiveram no ministério, esta manhã, o presidente da Nortel Networks, Luiz de Oliveira Machado, o representante da TIW, Gunnar Vikberg e o representante da Bell Canada, Robert Lande. O presidente da Nortel disse que mostrará às empresas no Canadá a percepção negativa gerada no Brasil pelas medidas tomadas pelo governo canadense. Segundo Machado, essas empresas farão o possível para buscar um entendimento entre os dois governos, uma vez que elas têm participação importante no mercado brasileiro. "O ministro disse taxativamente que o Brasil defenderá seus interesses, agindo dentro da legalidade dos acordos comerciais", comentou ele. Rejeição - Os empresários canadenses do setor de telefonia disseram não acreditar que essas empresas possam sofrer prejuízos decorrentes de ações deliberadas do governo brasileiro. "O que existe é um clima negativo de rejeição, mas operamos num outro setor, diferente do agropecuário", disse Machado. O representante da TIW e presidente da Americel, Gunnar Vikberg, disse que muitas empresas, inclusive a TIW, não concordam com a posição do governo canadense. "Faremos o possível para resolver essa questão." Vikberg disse que não há tempo para reunir as empresas e que o esforço será feito individualmente, de modo a permitir uma ação mais rápida. "Não concordamos e vamos tentar transmitir o nosso sentimento às nossas matrizes e consequentemente fazer chegar ao governo canadense." Gunnar Vikberg disse que, além de comer carne brasileira, ele próprio tem bois no pasto. O representante da Bell Canada, Robert Lande, ponderou que não é aconselhável fazer juízo sobre a questão e dizer o que é certo ou errado, mas disse que a empresa atenderá ao pedido do ministro Pimenta da Veiga.

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