Empresários paulistas pedem pacote para infra-estrutura

A Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas (Apeop) está discutindo com o governo federal a adoção de uma série de medidas que estimulem a retomada de investimentos em infra-estrutura no País. O pacote, de acordo com o diretor-executivo da entidade, Carlos Eduardo Lima Jorge, seria elaborado nos moldes do que foi anunciado ontem, pelos ministros Antonio Palocci e Olívio Dutra, com o objetivo de reativar o mercado imobiliário brasileiro.Segundo Jorge, o setor de infra-estrutura está mobilizado para conseguir do governo o mesmo que obteve o mercado imobiliário: um pacote específico de estímulo aos negócios. "Já tivemos dois encontros com uma equipe do Ministério da Fazenda e estamos na fase de elaborar as propostas.". As discussões, segundo o diretor da Apeop, têm sido conduzidas pelo secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Marcos Lisboa.Nas duas primeiras reuniões, foi decidido que as áreas de transporte e saneamento servirão como ponto de partida para a retomada os investimentos públicos em infra-estrutura. "São dois setores que estão muito carentes de investimento", justifica Jorge. Em saneamento, conta o diretor, as discussões devem passar principalmente pela classificação de endividamento dos agentes tomadores de empréstimos. "A maior parte das empresas de saneamento está impedida de tomar empréstimos", explica.No setor de transportes, as propostas devem contemplar a utilização dos recursos da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide), que ainda estão com a União, em novos projetos. "Devemos sugerir a disposição desses recursos para investimento", reforça. O projeto de Parceria Público-Privada (PPP) também entrou na pauta da Apeop. "Trata-se de uma excelente fonte de investimentos no curto prazo", afirma Jorge.Resultados no ano passadoNo ano passado, de acordo com levantamento da Apeop, os investimentos públicos em infra-estrutura caíram 10% em relação a 2002. Naquele ano, o volume de recursos aportados em obras públicas já havia sido baixo. "Sofremos uma retração violenta. É preciso mudar esse cenário", acrescenta. A expectativa da entidade é de que o pacote de incentivo às obras públicas seja anunciado ainda no primeiro semestre.

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