Empresários pedem ao governo mudanças no câmbio

A atual taxa de câmbio foi uma preocupação unânime dos 11 empresários que estiverem hoje reunidos com o ministros da Fazenda, Antonio Palocci, e da Casa Civil, José Dirceu. Segundo relato do presidente do Grupo Votorantim, Antônio Ermírio de Moraes, os empresários disseram ao governo que há necessidade de o câmbio ser aumentado. ?O câmbio está um pouco baixo. Isso foi unânime na reunião. Talvez fosse melhor liberar um pouco esse câmbio para chegar em torno de R$ 3,00?, disse o empresário.Segundo o presidente da Kablin, Pedro Piva, a reação de Palocci diante do pedido de uma taxa de câmbio mais competitiva foi: ?ele ouviu e tomou boa nota?. De acordo com ele, a defesa de uma taxa de câmbio mais competitiva não deve ser entendida como um pedido de intervenção governamental no mercado de câmbio. A proposta de um câmbio mais valorizado foi feita na quarta-feira pelo ex-ministro e candidato derrotado do PSDB à presidência, José Serra, de quem Piva foi suplente no Senado.Para o presidente da Ipiranga Petroquímica, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, a reunião teve um caráter gerencial. ?As condições macroeconômicas (para o crescimento) estão colocadas. Agora discutimos quais são as dificuldades para investir?, disse. Na avaliação dele, a falta de marcos regulatórios para alguns setores e a burocracia são alguns dos entraves ao aumento dos investimentos. O empresário entende que a eliminação desses entraves não acontecerá da noite para o dia. ?Isso é uma agenda que se constrói ao longo do tempo. Isso tudo é uma estrada?, disse.O presidente da Companhia Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, disse que ficou satisfeito com a reunião. "Deu para ver que a preocupação dos ministros é a mesma dos empresários. Todos querem agilizar o processo de investimentos no País. Sabemos que nem tudo é simples, mas todos estão conscientes das possibilidades", disse. Na avaliação dele, o País tem condição de apresentar um desempenho econômico em 2004 bem melhor do que o de 2003. "A inflação está sob controle, os juros estão caindo. Estamos crescendo o volume de exportações, tudo indica que poderemos ter um ano melhor", disse.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.