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Empresários que estiveram com Lula divididos sobre juros

Três dos oito grandes empresários que se reuniram hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficaram divididos sobre a decisão do Copom de manter os juros em 26,5%. Enquanto os presidentes da Vale do Rio Doce, Roger Agneli, e do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau, aprovam a decisão, o presidente do Grupo Votorantim, Antônio Ermírio de Moraes, criticou a falta de uma tendência de queda na taxa Selic.Agneli disse que o Copom agiu corretamente porque o País precisa construir credibilidade no exterior. "Todos têm o desejo de que os juros baixem. Mas também temos que ter prudência", disse. Para Gerdau, "o Copom tem responsabilidade de consolidar uma política antiinflacionária e, certamente, está buscando a redução dos juros." Antônio Ermírio disse que a decisão deveria vir acompanhada de um viés de baixa. "Se o ministro (da Fazenda Antonio) Palocci tivesse informado sobre essa decisão durante o encontro com o presidente eu teria pedido uma caixa de aspirina", disse. Para ele, "se houvesse boa vontade", os juros teriam baixado. "Confesso que estou decepcionado", afirmou.Segundo o empresário, a sua reação não se justifica por um problema pessoal em suas empresas. "Não é o meu caso ou da minha empresa, mas da maioria dos empresários do País que têm dívidas", disse Ermírio.No momento em que conversava com os jornalistas, Antônio Ermírio encontrou Gerdau, e comentou: "Você viu, Gerdau, que mantiveram a taxa de juros?" Gerdau: "Eu já esperava." Ermírio: "Eu também esperava. Mas esperava também por um viés de baixa".

Agencia Estado,

21 de maio de 2003 | 14h39

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