Empresários querem que governo renove Reintegra

Na pauta de reivindicações que as entidades empresariais levarão à reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial no próximo dia 2, decidida nesta sexta-feira durante fórum em São Paulo, está a renovação do Reintegra (Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras), cuja validade vai até dezembro. De acordo com empresários que participaram da reunião, ocorrida no escritório da Confederação Nacional da Indústria (CNI), na manhã de hoje, o programa de incentivo às exportações é uma das prioridades desejadas pelo setor, assim como a redução no custo da energia elétrica e a ampliação de itens beneficiados com desoneração tributária.

WLADIMIR D'ANDRADE E BIANCA RIBEIRO, Agencia Estado

20 de julho de 2012 | 14h45

"O Reintegra termina em dezembro, mas o comércio exterior não", disse o presidente em exercício da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. De acordo com ele, outra reivindicação da indústria exportadora é a rápida liberação dos recursos gerados por créditos tributários, anunciados ainda na primeira fase do plano Brasil Maior, que hoje somam R$ 19 bilhões. Para Castro, essa verba que está sendo retida poderia ser usada pelas empresas para o capital de giro. "O dinheiro está parado e as empresas são obrigadas a procurar juros mais altos no mercado para capital de giro. Isso é perder duas vezes", afirmou.

Segundo o presidente da AEB, o cenário para os exportadores é "ruim". Nas suas projeções, a balança comercial terminará o ano com US$ 8 bilhões de saldo positivo, bem abaixo do registrado em 2011, de cerca de US$ 29 bilhões.

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