Empresários querem reforma política na agenda mínima

A necessidade de se fazer a reforma política vai estar na proposta da agenda mínima que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresenta amanhã para aprovação de empresários, em São Paulo, e que depois será encaminhada ao Executivo e ao Legislativo.O presidente da entidade, Armando Monteiro Neto, defende que sejam votados o mais rápido possível os pontos da reforma sobre os quais já há consenso, como as regras para redução dos custos do processo eleitoral, a redução do período de campanhas e o disciplinamento da propaganda.O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, também quer a reforma política na agenda mínima que a entidade vem defendendo publicamente.Além da questão política, a Fiesp, que não participa amanhã da reunião da CNI, tem especial interesse na aprovação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, apresentada em 8 de junho ao presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, no andamento da reforma tributária, nas Parcerias Público Privadas (PPPs) e no choque de gestão do governo federal que deve resultar em corte de gastos.O diretor executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Julio Sérgio Gomes de Almeida, afirmou que, entre os empresários, o tema da reforma política vem despertando cada vez mais interesse. Basicamente, segundo ele, porque de forma indireta ela mexe com a confiança do setor privado em relação ao governo, "o que tem impacto direto na economia".O presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Claudio Vaz, é a voz dissonante em relação à reforma política. Para ele, "não há clima agora para questões estruturais." O Ciesp, que participa da reunião amanhã, em São Paulo, quer uma agenda mínima voltada mais para projetos ligados às PPPs e à regulamentação dos setores de gás e saneamento.

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