Empresários recebem com reservas redução de IPI

A redução do IPI concedida pelo governo para as montadoras não chega a ser condenada por empresários de outros setores, mas é vista com muita reserva. O diretor da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) Mário Bernardini questiona por que razão a redução do IPI para carros é mais importante do que o corte do imposto para o pãozinho e o leite. "E por que não se reduz o IPI para máquinas, tão importantes para o desenvolvimento da indústria?", indagou. Bernardini acredita que o poder de pressão das montadoras falou mais alto na decisão do governo. O temor expresso pela diretora do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da entidade, Clarice Messer, é de que outros setores da economia se ressintam do favorecimento dado ao setor automobilístico. "Se a redução vale para as montadoras, outros setores podem também pressionar para ter o mesmo", afirmou, durante a última divulgação do Índice do Nível de Atividade (Ina).A Fiesp considera que o mais importante é a realização de uma reforma tributária adequada, que contemple todos dos setores e que não penalize ninguém. "O resto são retalhos", afirmou a diretora.

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