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Empresários se unem para 'trocar' reformas por fundos para o Bolsa Família

Movimento Convergência Brasil, que reúne nomes como Jayme Garfinkel, Fábio Barbosa e Luiza Trajano, quer destinar 30% de novos recursos para programas sociais

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de outubro de 2020 | 14h39

O Movimento Convergência Brasil, formado por 25 empresários e executivos, elaborou um projeto de lei para tentar vincular recursos provenientes da realização das reformas estruturais atualmente em discussão para programas de distribuição de renda, entre eles o Bolsa Família.

De acordo com Elvaristo Amaral, cofundador do Convergência Brasil, o objetivo é incentivar sobretudo duas agendas: a reforma administrativa e o programa de privatizações. Todos os recursos que entrarem por meio de ações nessas duas áreas terão 30% do total destinado a programas de renda.

Pelos cálculos de Amaral, isso significaria um total de R$ 240 bilhões extras para o Bolsa Família ao longo de dez anos. Para fazer esse cálculo, o movimento Convergência Brasil soma a expectativa de arrecadação de R$ 400 bilhões com o programa de privatizações federais com a economia de R$ 400 bilhões projetada em dez anos com a reforma administrativa.

“O que nos uniu e nos move é a crença nas reformas do Estado, que hoje estão paralisadas”, disse Amaral. “É uma agenda de convergência de todos os espectros políticos, da esquerda à direita. E esse movimento nos permite aspirar a um país mais moderno, aberto e competitivo, com um Estado mais ágil e capaz de entregar serviços de qualidade.”

Entre os empresários e executivos que participam do Convergência Brasil estão, segundo Amaral: Jayme Garfinkel, ex-presidente do conselho do Porto Seguro; Luiza Heleno Trajano, presidente do conselho do Magazine Luiza; Fábio Barbosa, ex-presidente do Santander Brasil; e Cassio Casseb, ex-presidente do Banco do Brasil.

 

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