Felipe Rau/Estaão
Felipe Rau/Estaão

Empresas apostam em detalhes para fazer a diferença

Na Acesso Digital, funcionários ganham R$ 150 para personalizarmesa no momento emque são contratados

O Estado de S.Paulo

22 Dezembro 2014 | 02h02

No dia em que é contratado, todo funcionário da Acesso Digital, uma empresa de médio porte do setor de tecnologia, recebe R$ 150 de presente. O dinheiro deve ser usado com um só propósito: decorar a mesa de trabalho. Vale tudo: canetinha, balões, porta-retratos... O importante é que o "novato" se sinta o mais próximo de casa possível. A companhia, que deve faturar R$ 48 milhões este ano, só ficou atrás do Google no setor de tecnologia na pesquisa das Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil em 2014, do Instituto Great Place to Work.

O espírito de equipe, segundo Paulo Roberto de Alencastro Júnior, um dos sócios-fundadores da companhia, pautou o nascimento da companhia, que hoje tem 150 funcionários. "Nossa meta sempre ter uma estrutura horizontal, somente com as hierarquias necessárias para termos certas organizações. Dos 150 colaboradores, só 9 são considerados chefes", explica.

Ao contrário de outras empresas de tecnologia, a Acesso Digital se certifica que cada funcionário tenha a própria estação de trabalho. Mas a ideia não é que as pessoas fiquem "presas" à mesa: é por isso que a companhia também adota os espaços compartilhados e de "descompressão" para garantir a troca de ideias. Apesar de oferecer um ambiente agradável, a companhia não se importa se o empregado, mesmo assim, decidir ficar em casa. "O resultado é definido por metas definidas a cada mês", explica o executivo. "A pessoa pode trabalhar em casa, no café ou no escritório."

Acolhimento. Enquanto algumas empresas começam a adotar o home office para sua própria equipe, o designer André Poppovic foi incumbido da tarefa de acolher um público externo ao espaço da seguradora Porto Seguro. O desafio era explicitar que esses profissionais eram bem-vindos no espaço da companhia. "Criamos uma caracterização específica, com computador, papel e caneta, para mostrar que aquele espaço era para eles", explica Poppovic. "Era necessário deixar claro que o espaço era de um público externo também para os funcionários da Porto Seguro."

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