Empresas apostam em relógios 'smart'

Galaxy Gear, da Samsung, chega ao País em outubro; Link teve acesso ao aparelho que telefona, tira fotos e se conecta ao Facebook

Camilo Rocha, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2013 | 02h17

A Samsung lançará seu smartwatch Galaxy Gear no Brasil no dia 5 de outubro. Trata-se de um relógio conectado que tem câmera, faz ligações, mede passadas e age como "controle remoto" de um smartphone ou tablet, avisando sobre novas mensagens no Facebook e enviando SMS. O 'Link' teve acesso ao produto em primeira mão (veja abaixo o teste completo).

O Galaxy Gear começa a chegar às lojas brasileiras em 10 de outubro. Apesar da empresa não divulgar o preço de lançamento, o Link apurou que deverá custar por volta de R$ 1,3 mil.

O produto funcionará como extensão de outro aparelho. A lista de compatibilidade é pequena. Inicialmente, apenas o Galaxy Note 3 (híbrido de tablet e smartphone que será lançado pela Samsung na mesma época) poderá ser operado com o relógio. Segundo a empresa, até o final de novembro ele também poderá ser utilizado com os dispositivos S4, S4 Mini, S3, Note 2 e o Tablet Note 10.1 (edição 2014).

O relógio da Samsung foi apresentado com destaque na feira de eletrônicos IFA, em Berlim, no começo de setembro. Ele faz parte de uma das grandes tendências tecnológicas do momento: os aparelhos vestíveis. O termo é abrange desde o Google Glass até pulseiras que medem a frequência cardíaca e o número de passadas.

Relógios de pulso inteligentes são uma categoria dentro dos vestíveis muito em evidência em 2013. Bem no começo de janeiro, começaram os rumores de que a Apple estaria planejando um iWatch. Em julho, foi noticiado que a empresa de Cupertino já teria pedido registro para o nome em sete países.

No fim de agosto, veio a público que o Google comprou a empresa WIMM, que havia desenvolvido um modelo de relógio baseado no Android. Outro modelo que repercutiu bem foi o independente Pebble, recorde de arrecadação no site de financiamento coletivo Kickstarter no início de 2012. O dispositivo custa US$ 150 nos EUA.

No ano passado, a Sony levou às lojas o primeiro modelo da sua linha SmartWatch. O relógio chegou ao Brasil pelo preço de R$ 599 e permitia o controle de várias funções do celular, mas foi bastante criticado por problemas de funcionamento. O SmartWatch 2 foi apresentado também na IFA e ainda não tem previsão de chegada por aqui.

A empresa tem um bom histórico de relógios "smart", segundo o gerente de produto da Sony Mobile, Joe Takata. "Desde 2007 já vendemos mais de 500 milhões de unidades, refletindo nosso pioneirismo." Para Takata, os relógios não são "um companheiro do smartphone" e não podem ser encarados como uma nova categoria de dispositivo móvel.

A Samsung, por outro lado, considera que os relógios inteligentes se consolidarão como uma categoria ao lado de tablets e smartphones.

Estudo de julho da consultoria Canalys mostra que há motivo para otimismo. Segundo o levantamento, cerca de 5 milhões de relógios inteligentes serão vendidos em 2014 em todo o mundo. A previsão de unidades vendidas para 2013 é de 500 mil, o que mostra o tamanho do salto que pode ser dado por esse mercado.

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