Empresas avaliam fiscalização do Procon-SP

Algumas empresas que foram autuadas pela Fundação Procon-SP, órgão de defesa do consumidor ligado ao governo estadual, no programa de fiscalização de supermercados, farmácias e padarias, estão apurando e contestando os dados do órgão. Saiba a posição oficial de cada empresa sobre os resultados da fiscalização.Sonda diz que vai entrar na JustiçaO diretor administrativo do Sonda Supermercados, Roberto Longo Pinho Moreno, afirma que ocorreu uma falha do Procon-SP ao expor levianamente o nome da empresa à imprensa e ao público em geral. ?O diretor do Procon-SP interpretou a lei de forma errada e o Sonda vai tomar as medidas judicias legais contra o órgão?, alerta. Ele se refere o artigo 64, da lei estadual n° 10.177/98, que regula o procedimento administrativo no Estado de São Paulo.De acordo com a lei, o nome das empresas envolvidas em processos administrativos no Estado de São Paulo só podem ser divulgados ao público depois do encerramento do caso. ?Ainda nem recebemos as notificações. O correto seria divulgar o nome dos estabelecimentos após o encerramento do processo, conforme a lei permite?, afirma o diretor administrativo do Sonda.Com relação as irregularidades constatadas pelo Procon-SP na loja do Sonda Supermercado, localizada no bairro do Tremembé, o diretor administrativo da rede informa que não concorda com a posição do Procon-SP. ?Não cometemos nenhuma das irregularidades apontadas pelo Procon-SP. Nossa mercadorias são vendidas dentro da validade e possuem as informações de todos os preços. O que pode ter ocorrido é que nossos funcionários estavam trocando os preços dos produtos no momento da fiscalização. Ou seja, não houve prejuízo ao consumidor e nem nenhuma irregularidade?, explica Roberto Pinho.Econ SupermercadosO departamento jurídico da empresa afirma que realmente aconteceram falhas humanas nas unidades da Vila Deodoro e do Centro, provocando a comercialização de produtos com validade vencida e falta de informação de preço e validade. A assistente jurídica da empresa, Thaís Curcio Moura, admite que as falhas aconteceram apesar do treinamento sistemático que é realizado por todos funcionários do supermercado. ?A filosofia do Econ Supermercados é a de passar todas informações corretas de seus produtos ao consumidor. Além disso, retiramos os produtos das prateleiras um dia antes de seu vencimento. Ocorreram falhas e o consumidor que se sentir lesado pose entrar em contato conosco?, explica. Pão de Açúcar e BarateiroAtravés de sua Assessoria de Imprensa, o grupo Pão de Açúcar esclarece que está tomando as providências necessárias para apurar as irregularidades apontadas pelo Procon-SP em suas lojas. Confira abaixo a nota na íntegra. ?O Grupo Pão de Açúcar ? Supermercados Pão de Açúcar e Barateiro - esclarece que tem rigoroso procedimento de auditar a qualidade dos produtos que comercializa em suas lojas. A empresa dispõe de um laboratório próprio de controle de qualidade, onde profissionais capacitados realizam, por amostragem, análises microbiológicas, físico-químicas e metrológicas, das mercadorias antes que elas cheguem às gôndolas. Além disso, uma equipe de segurança alimentar visita as lojas diariamente para garantir a qualidade das mercadorias comercializadas pela empresa. Surpresa com a constatação feita pelo Procon, a companhia informa que já tomou todas as providências necessárias para apurar o ocorrido e para que fatos como estes não mais ocorram.?CarrefourO Carrefour esclarece em nota oficial, enviada por sua Assessoria de Imprensa, que as lojas do Center Norte e da avenida Rebouças foram autuadas pelo Procon-SP por irregularidades causadas por falha humana. Confira abaixo a nota da direção do hipermercado na íntegra.?A Direção do Carrefour Center Norte e a Direção do Carrefour Rebouças informam que só pode haver uma única explicação para as autuações realizadas nas duas unidades pelo Procon-São Paulo: falhas humanas.Essa convicção é sustentada não apenas pelo fato de o Carrefour se preocupar cotidianamente em oferecer a máxima qualidade e os melhores serviços a seus clientes ? mas, também, porque a empresa determina aos funcionários que devem retirar os produtos das gôndolas pelo menos dez dias antes de expirar a data de validade e prestar a máxima atenção para que não haja divergências de preços e para que as etiquetas contenham todas as informações necessárias.Sendo assim, a Direção dos dois hipermercados informa que já foi instalada uma sindicância interna para apurar responsabilidades, e que os culpados serão submetidos a uma reciclagem?Droga RaiaA Droga Raia, por meio de sua Assessoria de Imprensa, informou que ainda não recebeu nenhuma notificação oficial do Procon-SP sobre as irregularidades apontadas pelo programa de fiscalização realizado em março. A Assessoria de Imprensa também afirmou que o departamento jurídico e o serviço de atendimento ao cliente da empresa estão apurando os problemas citados pelo órgão de defesa do consumidor.As empresas Drogaria São Paulo e Futurama Supermercado foram procuradas pela reportagem da Agência Estado e até o momento não se pronunciaram sobre o caso.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.