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Empresas brasileiras investem menos fora

Em abril, os investimentos brasileiros no exterior foram de US$ 848 milhões, 20,7% do investido em maio de 2014 (US$ 4,095 bilhões), segundo o Banco Central. No primeiro quadrimestre, a queda foi menos acentuada - de US$ 10,7 bilhões, em 2014, para US$ 8,9 bilhões.

O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2015 | 02h03

O decréscimo é compreensível ante o quadro político-econômico. Mas, se o recuo configurar tendência, as empresas brasileiras, em especial as exportadoras de manufaturados, perderão não só oportunidades, mas receitas - justamente quando estas caem no mercado local.

Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), 41 empresas brasileiras com atividades no exterior cresceram, em média, 12,4% ao ano entre 2001 e 2013, enquanto as que se mantiveram adstritas ao mercado local avançaram 10,3%. O quadro piorou de 2012 para cá.

As transnacionais do País exportaram mais 22% em 2013 do que na fase pré-crise. É falacioso o argumento de que, ao investir fora, desviam recursos que seriam aplicados aqui, exportando empregos e fortalecendo competidores. "A internacionalização nos ajuda a aparecer como um provedor global", diz Marco Stefanini, do Grupo Stefanini. No mercado global, " muitas vezes a matriz decide. Se você não é conhecido lá, fica fora".

A decisão de investir no exterior é precedida de estudos de mercado para elevar a produtividade e criar oportunidades de expansão, conjugando-se com a atividade no mercado interno. A Braskem levou cinco anos antes de investir no México, em 2010. No período, abriu 4 fábricas no País e continuou exportando daqui. Com isso, "ganhamos o carimbo de empresa local no México, mesmo que o produto seja importado", diz o diretor Pedro Freitas.

Além da experiência em fazer negócios no exterior, estabelecendo relações com os principais agentes no mercado, que podem se tornar clientes, a empresa tem mais acesso a novas tecnologias e a métodos sofisticados de gestão, podendo exportar produtos de mais qualidade.

Para o País, a internacionalização ajuda o resultado comercial, fortalecendo as vendas de industrializados. Hoje, segundo a CNI, a internacionalização "é incipiente e tem baixo dinamismo". Apesar de algum apoio financeiro do BNDES, falta uma política orientada para isso.

Os empresários salientam que o País ainda é muito fechado à competição internacional, situação que só faz piorar com novos gravames sobre importações.

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