Empresas brasileiras voltam a captar recursos no exterior

Após um período de ausência forçada do mercado internacional de crédito, as empresas brasileiras estão voltando aos poucos. Na semana passada, a Construtora Norberto Odebrecht e o Banco Fibra realizaram emissões de valores modestos. Encorajados pelo sucesso das operações, os bancos de pequeno porte Cruzeiro do Sul e BicBanco anunciaram ontem suas emissões. "Vimos uma janela de oportunidade", disse Paulo Celso del Ciampo, diretor da área internacional do BicBanco.Enquanto os investidores permanecem nervosos com a continuação da crise de crédito global, as empresas brasileiras parecem estar encontrando demanda para tipos específicos de papéis. O BicBanco planeja levantar cerca de US$ 100 milhões com a emissão de bônus no exterior. O banco está oferecendo bônus com prazo de vencimento de dois anos e cupom (juro nominal) de 7% ao ano. O Banco Cruzeiro do Sul ainda não sabe quanto vai captar.As empresas nacionais não haviam recorrido ao mercado de crédito internacional neste ano. Em fevereiro, a Petrobras suspendeu a reabertura de seu programa de bônus globais com vencimento em 2016. "Sondamos o mercado e descobrimos que os investidores estavam tomando posições defensivas", disse à época Almir Barbassa, diretor financeiro da estatal. A Petrobras planejava captar US$ 500 milhões com a operação. Na época, Barbassa acrescentou que outras companhias nacionais também haviam sondado o mercado e descoberto que o interesse nas colocações de bônus brasileiros era limitado.Entretanto, no início deste mês, a perspectiva começou a mudar na medida em que os administradores de fundos buscavam completar suas carteiras. Na semana passada, a Odebrecht precificou uma emissão de US$ 200 milhões em títulos com prazo de 10 anos e rendimento de 7,426%. Os títulos foram ofertados como uma emissão complementar aos US$ 200 milhões em bônus lançados em outubro. Alguns dias depois, o Banco Fibra levantou US$ 150 milhões numa emissão de bônus com vencimento em 2010. As informações são da Dow Jones.

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