Empresas captaram R$ 8,6 bi na Bolsa este ano

As empresas listadas na BM&FBovespa captaram R$ 8,6 bilhões em 2012 até agora - pouco mais da metade do que foi levantando no mesmo intervalo do ano passado. Em 2011, por meio de ofertas públicas iniciais (IPO) e ofertas subsequentes (follow on), as companhias captaram mais de R$ 16 bilhões, segundo dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2012 | 03h06

Ontem, a Transmissora Aliança de Energia Elétrica (Taesa) levantou R$ 1,755 bilhão na última oferta antes das férias do Hemisfério Norte, em agosto, quando o mercado fecha para captações. Mais cedo, a Biosev, braço sucroenergético da trading francesa Louis Dreyfus Commodities, postergou sua abertura de capital por tempo indeterminado, alegando como justificativa as "incertezas no mercado financeiro".

Até o momento, cinco empresas voltaram atrás na ideia de estrear na BM&FBovespa este ano: Brasil Travel, Seabras, Isolux, CVC e, ontem, a Biosev. Na semana passada, surgiram rumores no mercado de que a rede de farmácias Pague Menos também teria suspendido seu IPO, mas o fundador e presidente da companhia, Francisco Deusmar de Queirós, disse, em entrevista recente à Agência Estado, que a companhia não desistiu da operação e que só não a fez ainda devido ao cenário macroeconômico mundial.

Este cenário já fez com que a própria BM&FBovespa revisasse para baixo suas expectativas para o volume de captações na Bolsa em 2012. Segundo Edemir Pinto, diretor-presidente da BM&FBovespa, o mercado deve conseguir atingir apenas metade da projeção inicialmente feita para este ano, de no mínimo 40 ofertas, num total de R$ 40 bilhões. "Com o agravamento da crise, se conseguirmos atingir 50% da meta que tínhamos já será um grande feito", disse ele, na semana passada, em entrevista à Agência Estado.

Candidatas. A fila de empresas à espera de uma melhora no mercado externo para seguir adiante com a ideia de abrir capital no Brasil segue repleta de candidatas. Na Comissão de Valores Mobiliários estão em análise as ofertas da CPFL Energias Renováveis, Vix Logística, Manabi Holding e Pague Menos.

Além de aberturas de capital, há também mais ofertas subsequentes, conforme Jean Arakawa, sócio do Mattos Filho Advogados, que devem ir a mercado entre o final de agosto e início de setembro, quando o mercado reabre para captações. "Como as empresas já são conhecidas no mercado e já existe um referencial público de preço, a conversa de precificação é mais balizada", opina ele. / A.B.

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